sexta-feira, 20 de junho de 2008

Mobile Mkt l Poderoso, elitizado e jovem

O Comitê Gestor da Internet possui um centro de estudos sobre as tecnologias da Informação e da Comunicação, o CETIQ.br. (www.nic.br) Esta semana foram divulgados os dados sobre os desenvolvimentos das redes no país. Reúno aqui principais resultados, são percentuais sobre o total da população da categoria, por exemplo: 90% do total das pessoas classe A no Brasil possuem celular.
- Proporção de indivíduos que possuem celular
Brasil: 51%
Classe A: 90%
16-34 anos: 67%
- Tipo de Celular: Pós Pago (x Pré Pago)
Brasil: 10%
Classe A: 47%
Neste quesito quem fica à frente da média da população são os mais velhos (60+), nessa faixa etária 15% usa pós pago.
- Indivíduos que possuem celular com acesso a Internet
Brasil: 40%
Classe A: 60%
16-34 anos: 51%
- Atividades realizadas pelo celular
Brasil: Chamadas 77%, SMS 51%, Imagens & Fotos 15%, Videos & Música 11%
Classe A: Chamadas 92%, SMS 74%, Imagens & Fotos 44%, Videos & Música 20%
16-34 anos: Chamadas 82%, SMS 63%, Imagens & Fotos 22%, Videos & Música 17%
Estes são números atuais, que tendem a mudar velozmente (como peculiar em se tratando de tecnologias). Principalmente pelo aumento das redes 3G, a simplificação das atividades realizadas pelo celular através de melhoria dos aparelhos, a maior sinergia entre integradoras e mercado publicitário, a consolidação e/ou fusão de agências de mobile e, claro, a maior familiarização e aculturamento do usuário. Um esforço conjunto entre operadoras, fabricantes, integradoras, agências e mercado, para tornar o meio viável. Coisa bonita de se ver. Afinal o mês de maio fechou com 130,5 milhões de celulares e uma densidade de 68,2 cel/100 hab, segundo a Anatel.
Mas por enquanto as ações mobile que envolvem conteúdos parecem destinar-se a um público seleto, porém poderoso. A elite jovem. Cabe as marcas entender como se posicionar frente à essa 'gente fina, elegante e sincera, com habilidade pra dizer mais sim do que não' ;-)

domingo, 8 de junho de 2008

Seja breve

Tenho notado o seguinte movimento no mercado de mobile marketing: a onda no momento é fazer seu site móvel, ou site WAP. Como que um primeiro passo no be-a-bá da comunicação mobile, as marcas adotam a demarcação de seu espaço no território das operadoras através de microsites. Chega a lembrar o início da internet, quando todos lançavam suas páginas na web porque era preciso estar lá, e os sites tinham seu modelo de navegação pré concebidos e básicos como home / contato / produtos / histórico / onde encontrar. Nossa, quanto se evoluiu em termos de web.
Para entrar neste mercado de sites WAP, é preciso pensar simples. Assim como a TV não substituiu o cinema, e nem o computador substituiu a TV, o celular não susbstitui a internet. Não adianta pegar seu site web e jogar pro celular, são meios - formas de disponibilização de conteúdos - diferentes. Do celular espera-se conveniência, praticidade, agilidade. Simplicidade.
Se você tem um restaurante, por exemplo. No celular, quando eu digitar seu endereço no navegador (que seja curto por favor) ou clicar no link do resultado da busca que fiz no seu nome (Google Mobile, Yahoo One Search) as informações que procuro no site WAP são básicas: um menu, o telefone do local, endereço com mapa, talvez até um aplicativo onde digito minha localização e ele traça uma rota até o local. Não preciso saber do histórico do restaurante, nem sobre as novidades: quero algo sintetizado, direto. O site wap do UOL é um exemplo que acho bem bacana desta sintetização.
Sinto de fato ser essa uma premissa para este mercado de comunicação móvel: seja breve (e entretenha). No universo WAP, os catálogos mobile também são favoritos. Uma maneira interessante de explorar a passagem real para digital é através de QR Codes impressos em revistas - numa campanha institucional de uma grife, por exemplo - que levam a um site WAP com o "look book" da coleção e os preços, mais localizador de lojas.
E nesta idéia de unir campanha institucional com produto e varejo, mando o link de um video feito para web, com o novo recurso de annotations do youtube. É o primeiro video publicitario comercial no youtube ao utilizar esta tecnologia. O vídeo é todo clicável, um videoclipe de esportes que dependendo da cena, te leva para um catálogo com produtos relativos àquela modalidade clicada. Parabéns para a Centauro que apostou na idéia. :-) http://br.youtube.com/watch?v=G2mXkaKCbf0

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O Mobile Marketing é sim uma realidade

Enquanto o mercado define suas regras para o Mobile Marketing, as agências assimilam premissas e processos quando o meio é o celular, e as marcas decidem quando é a hora de apostar neste canal de comunicação; algumas ações bacanas estão rolando por aí.
A Skol lançou um concurso cultural. Para o numero 49220, o sujeito manda um SMS respondendo onde ele armaria o boteco dele. Bem em linha com a campanha de TV e todo o conceito de comunicação. Eu armaria em cima de uma árvore no Second Life :-)
A Aymoré apostou no lançamento do novo filme do personagem Indiana Jones, e faz a promoção Caçadores de Prêmios. Serão distribuídos 90 milhões de pin codes nas embalagens dos produtos da marca. Para concorrer aos prêmios, o consumidor terá de enviar o código por SMS e, caso sorteado, tem que apresentar a embalagem premiada.
Ainda na linha de promoção pincode, Toddy lançou a "Boiada Toddy", onde até pantufa e fantasia de vaca o sujeito pode levar ao enviar o código encontrado no interior da tampa. Divertido, bem bolado.
A Coca Cola também investiu em ações de Mobile Marketing, e apostou na tecnologia bluetooth para entregar no celular 3 versões do filme de sua campanha "Fábrica da Felicidade", em uma ação de 2 meses no Shopping Morumbi.
E sorrateiramente, quase que sempre sem fazer alarde, o futuro chega. :-)