segunda-feira, 14 de julho de 2008

A última fronteira

Estes dias tomei distância para ter uma visão panorâmica do mobile mkt. (Aproveito e peço desculpas pela ausência desta coluna)
Fiquei tão suspensa quanto as políticas e regras para o mobile mkt, que neste exato instante estão sendo definidas pelas operadoras. A boa nova é que estamos chegando num modelo comercial e parece haver um consenso quanto a algumas práticas, como por exemplo duplo opt in do usuário. Significa preocupação e preservação do usuário, garantia de relevância para os conteúdos que trafegarem via rede de operadoras. Você só vai receber aquilo que quiser mesmo, e isso é ótimo, afinal ninguém quer ficar recebendo mensagens indesejadas.
Enquanto estas regras estão em definição, há de se lembrar que mobile mkt não é apenas telefonia. A beleza (e a promessa) do mobile mkt é ele atuar como uma forma de comunicação em dispositivos móveis, não somente - ou simplesmente - telefones. Esse aparelho cuja densidade é de 68,2 cel/100hab e que carregamos 24hs pra cima e pra baixo, pode fazer mais por nós.
É claro que quando trata-se de comunicar com aproximadamente toda esta base, faz-se uso do SMS, afinal todo aparelho (e já 51% da população) está apto às mensagens. E o mais legal: elas vão e vem, você dá e recebe, rola uma interatividade imediata, impulsiva e móvel. Desenhar e implementar ações neste cenário é um belo desafio para diversas áreas: atendimento, BTL, digital, novos negócios, mídias, planners, comercial, produção. Cabe muita coisa e cabe em muita coisa.
E há de se lembrar das outras formas de comunicar e interagir pelo celular, ferramentas mais exclusivas, para um público seleto. QR Codes, Bluetooth, Downloads. É, ainda não atingem a grande parte da população. Muitos aparelhos não tem a tecnologia, outros tantos não sabem usar. Enfim, para poucos e bons ;-)
E quem não gosta de ganhar brinde? Desafio as marcas a distribuirem suas amostras grátis em eventos pertinentes ao seu público, distribuindo vales brindes através do bluetooth, dando acesso à uma área exclusiva do evento, premiando com uma experiência bacana. Adoraria receber uma sobremesa em um restaurante oferecida por uma marca. Ou um café. Quase uma gentileza eu diria. Receber um drink gratuito na balada também não seria nada mal. Ações que estreitam relacionamento, a marca estende a mão ao usuário, acontece a parceria. E quantos será que estão prontos para dar as mãos?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Quem não se comunica se estrumbica

E no começo era o verbo. Depois veio a escrita. E Graham Bell nos presenteou com o telefone, e a comunicação distante pode ser feita em tempo real. Hoje em dia são tantos os canais disponíveis que chega a parecer confuso. Mas basta um pouco de paciência e tudo se ajeita, as formas de comunicação vão se revelando como as mais adequadas para cada ocasião.
Eu uso email, uso MSN, uso SMS, uso Twitter, Skype e até mesmo lanço mão das velhas formas como telefonemas e cartas. Antiquados, mas tem seu espaço e sua serventia. São complementares, não substitutos. Regularmente, diariamente, estou multi conectada e tenho mil formas de me comunicar. Bendito mundo moderno.
Preciso de uma troca de informação rápida, ou enviar algum arquivo? MSN
Quero passar uma informação específica, dividir uma novidade com um parceiro? SMS
A informação é elaborada e complexa, o arquivo é grande? Email
A novidade é para ser espalhada ao vento, quero dividir uma alegria? Twitter
O papo vai ser longo e preciso estar com as mãos livres para outras coisas? Skype
Todas estas tecnologias precindem o bom e velho telefonema, a ligação direta e ofegante entre duas pessoas. Cada vez menos uso o telefone, que fica para casos mais pessoais, que não se resolvem num teclar de dedos.
E cada caso é um caso. Cartas e bilhetes escritos à mão entregam maior proximidade, carregam cheiro, traço, deflagram as incertezas com seus rabiscos. Cartas à mão para a avó, para os amores, para mim mesma. Bilhetes para os amigos, para os pais. Para a mãe, de vez em quando é melhor ficar só no SMS, para não dar muita corda. Mas os papos de mãe tem sim sua vez, só o Skype salva, e a conversação infinita é permeada por outros afazeres, afinal o tempo é escasso. E com todas as opções na palma da minha mão - o iPhone traz email, Skype, MSN, Twitter, SMS e até telefone - basta analisar como eu quero que a mensagem seja recebida para definir qual canal vou utilizar. Só não vale ficar calado. Manifeste-se! E como dizia o Velho Guerreiro: roda, roda, roda e avisa!