terça-feira, 13 de outubro de 2009

Você tem medo do fim do mundo?

Sábado fui ao cinema assitir a animação "9 - A salvação", de Tim
Burton. O codinome brasileiro soa bem num contexto apocalíptico. No
filme, máquinas se rebelam e subjugam humanos, exterminando a vida no
planeta. Cheguei em casa e assisti o "Eu, robô", blockbuster americano
com Will Smith, onde também as máquinas por alguma mutação improvável
resolvem ter livre-arbítrio que se sobrepõe á programação, vontando-se
contra os humanos. E o herói ainda nos lembra: "sinto saudades da
época em que humanos matavam humanos". Ah, ok, estou vivendo num
paraíso e não sabia, é isso?

Acho este mote apocalíptico meio nocivo, alimenta um medo no
inconsciente coletivo, de onde surgem mitos como 2012, o fim do mundo.
Vou te dizer que não é pouca gente que eu encontro por aí que fala com
temerosa certeza sobre este apocalipse. E para alimentar esta
insegurança, reprises incessantes na Globo do tsunami que varreu
alguns carros no estacionamento em Samoa, seguidas das imagens das
enchentes em Rio Preto e Belo Horizonte. Quanta fúria nos cerca, da
Natureza e das máquinas!

O medo é uma forma de controle, queria ser maior do que isso. Penso no
filme Laranja Mecanica retratando o futuro, a ultra-violencia é de
fato uma realidade, mas a evolução do audio foi o CD, e não as mini
fitas mostradas no filme. Em Admirável Mundo Novo, temos a Soma
descrita no livro, e hoje as drogas como realidade. Mas atualmente
nossa liberdade não é cerceada como se imaginou na ficção.

Acredito que arte e vida se imitem, e que nós sempre teremos a chance
de escolher o que queremos ver como retrato de futuro. Sem medo de ser
feliz :-)

domingo, 13 de setembro de 2009

Pouco jornal para muito cachorro

Minha cachorra teve cria e estou com seis filhotes de 1 mês em casa,
imagine você a confusão. Pedi as moças da limpeza do prédio que
fizessem o favor de recolher o jornal do dia seguinte para mim, pois
preciso de muito papel para forrar o chão da bagunça dos cachorrinhos.
Quando eu era criança isto nunca foi um problema. Elas se entreolharam
relutantes, achei meio estranho. Demoraram mas trouxeram um pouco, e
foi só esta vez.

Aí desisti do favor e passei eu mesma a percorrer a escadaria para
recolher jornal, sempre de noite quando eu chegava. E qual não foi
minha surpresa ao perceber que apenas 3 apartamentos tinham jornais
para fora. Dias depois tava conversando com as moças da limpeza, e
meio que aflitas me explicaram que várias pessoas pedem a elas jornal,
pois tem cachorro, tem gato, tá em reforma, precisa forrar. E, pasmem,
apenas 6 apartamentos assinam jornais, e aqui são mais de 60.

O que aconteceu foi que sem querer eu atravessei o esquema delas, que
acabaram ficando só com os jornais postos pra fora na manhã para
recolher, e já tinham uma demanda a suprir. Restou-me pedir ajuda á
minha mãe, que ainda mantém uma assinatura de jornal, de quinta a
domingo.

Eu sempre vejo um destaque para a queda do jornal como um dos meios
mais impactados pela internet, mas como nunca assinei jornal,
imaginava que esta queda vinha de pessoas que paravam de assinar. E
tive esta comprovação na prática. O jornal não só tornou-se artigo
escasso como também inverteu seu valor, pois agora aparentemente é
cobiçado por ser papel, não por ser informação.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Se o que se condena é a ignorância na Uniban

Conversando com alguns amigos publicitários, de grandes agências e grandes marcas, pude notar uma indignação com o caso Uniban. Alguns chegaram a proclamar que tinham perdido as esperanças na juventude brasileira, surpresos ao descobrir um novo perfil de jovem, um tanto distante daquele descolado garoto(a) que ilustra nossas apresentaçõs de power point para campanhas publicitárias.

Eu ainda espero o melhor, sempre lembrando que aquela parcela descolada, igualitária, libertária e culta corresponde á minoria da população, ainda mais se falando em Brasil. Por isso são trend setters. E têm a dificil missão de formarem a opinião destes milhares de sem noção de caras como os da Uniban.

E eu não condeno estes universitários não. Eles são a nova classe média brasileira. A grande maioria veio de escola pública. Imagino que os que obtiveram este acesso á educação superior ainda tem proximidade com uma realidade complexa de periferia, privações, dificuldades, violência. Diferente do dia-a-dia em nossos bairros privilegiados.

Acho que também cabe a nós, publicitários, entendê-los e aprender a trabalhar com eles, contribuindo com sua evolução educacionall. Afinal, tendemos a falar com os jovens aspiracionais, mas no final do dia, quem compra e faz o grande volume das marcas de massa para as quais trabalhamos é este pessoal da classe BC.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Medo do Twitter?

Atualmente empresas e marcas temem a velocidade e liberdade de
expressão do twitter, afinal a ferramenta vai contra qualquer
precaução de "alinhamento de discursos" ou "censura de fatos". Não dá
tempo de combinar nada, quando vê alguém já falou, postou e retuitou.

Tem gente que tira partido da situação, como esta divertida e
corujissima mãe (http://www.youtube.com/watch?v=yu4zMvE6FH4) que
descobriu no Twitter e no Facebook formas de "trackear" o filho. Sobre
o twitter, ela diz: "é como um sonho, consigo saber cada pensamento de
meu filho" :-)

E vai além. Deu o seguinte reply para uma garota que estava convidando
o filho para sair: "estou falando sério. se vc encostar nele eu te
mato". Aí sim eu vejo bons motivos para temer o twitter! ;-)

domingo, 30 de agosto de 2009

Ciclofaixa!

Olha que surpresa bacana encontrei este final de semana aqui em Sampa,
uma faixa para ciclistas! http://twitpic.com/fvoz6
Inaugurou este domingo, e vai funcionar apenas aos domingos, das 7 da
manhã até meio-dia. Tudo bem que quem quiser pedalar terá que guardar
sua vontade para 1 dia da semana e ainda acordar cedo, mas pelo menos
é um começo. As chamadas Ciclo-Faixas de Lazer interligam 3 parques da
capital com seus 5km de extensão. São Paulo tem hoje 250 mil
bicicletas circulando todos os dias e menos de 30 quilômetros de
ciclovias. É ou não é uma vergonha para uma cidade que agoniza com o
trânsito?

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A Coca Cola é uma marca clássica ou moderna?

Para você, a Coca-Cola é uma marca "clássica" ou "moderna"? Minha
tendência é dizer que é tão clássica como "E o Vento Levou" ou "jeans
e camiseta". Parece eterna. Olhando a logotipia então - numa
comparação com a evolução do logo da concorrente Pepsi - fico com a
sensação de que mais clássica não há. Veja aqui:
http://scandolara.com.br/wp-content/uploads/2009/08/cocapepsi.jpg

Mas será que as aparências não enganam? Dê uma olhada nesta comparação
feita pela badalada Zeus Jones aqui http://www.ifound.com.br/?p=671 e
então me diga, não seria a Coca-Cola uma das marcas mais modernas do
mundo? Parece que cada vez mais o que define a modernidade de uma
marca é mesmo o que ela faz, não o que ela diz. Aliás, em tempos de
revolução digital e comunicação interativa, pouco vale o que a marca
diz, muito importa o que dizem da marca!

Confira a pulsação em tempo real da marca Coca-Cola no Twitter aqui
http://twitter.com/#search?q=coca-cola

domingo, 23 de agosto de 2009

Comportamentos Conectados

Ontem presenciei um comportamento interessante. Moro numa rua fechada,
sem saída, que configura uma vila de prédios. Em dia de jogo é uma
festa só, moradores dos prédios vizinhos gritam e compartilham sua
emoção, a plenos pulmões nas janelas e sacadas. Ontem foi a rodada de
domingo, e a Globo passou o jogo do São Paulo, que ficou em 0x1. Um
jogo que, se comparado ao do Corinthians, que não estava sendo
televisionado - 3x3 - foi de poucas alegrias. Ainda assim eram os
torcedores do São Paulo que compareciam às janelas para gritar nos
raros lances emocionantes.

Os corintianos, apesar de conectados à um jogo muito mais emocionante,
não sentiram o espaço coletivo como favorável à sua manifestação.
Parece que a regra é: quando a Globo passa jogo do São Paulo, os
tricolores saem às sacadas. Quando for o jogo do Corinthians que
estiver na TV, são os corintianos que tem o direito ao grito. A TV
parece ser a determinante no comportamento e manifestação das torcidas
de prédios :-)

Dá para pensar nisto como um grande flash mob, onde um meio de
comunicação motiva as pessoas a agirem de determinada maneira, neste
caso se reunir com semelhantes e sair às janelas, um hábito cultural,
um poder e tanto. As mídias sociais emergem como um contraponto a este
comportamento, pois, apesar de comparadas à mídia de massa, é o um
ligado em muitos e não o tradicional muitos ligados em um. Fico
imaginando que tipo de articulações seremos capazes de criar estando
conectados diretamente uns com os outros, sem intermediários ;-)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E o Facebook se rendeu ao Twitter

Que o Facebook estava se convertendo ao Twitter a gente já sabia
(http://www.bluebus.com.br/show/1/91290/o_twitter_nao_e_uma_rede_social_e_uma_rede_de_informacao_e_outra_coisa),
e agora é oficial: o Facebook anunciou uma funcionalidade que vai
permitir que as atualizações feitas no Facebook sejam automaticamente
"twittadas" pelo usuário. O post no blog do facebook
(http://blog.facebook.com/blog.php?post=123006872130) ainda informa
que haverá a possibilidade de escolher quais updates - fotos, status
ou eventos - deverão ser twittados, e pondera: 'serão twittados
somente updates, não informações de perfil do usuário'. Em breve
disponível no http://www.facebook.com/twitter.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Um apanhado geral sobre Cannes

A agência de marketing direto Fábrica de Comunicação apresentou esta
manhã, no Kinoplex em SP, um apanhado geral sobre Cannes 2009 para
parceiros e clientes convidados. Eu fui conferir.

Além da exibição de cases premiados (já noticiados aqui
anteriormente), o evento destacou os principais pontos que marcaram o
festival deste ano: queda de 40% nas inscrições, presença dos
'ilustres' players digitais como Microsoft, Yahoo, Google e Twitter; e
o brilho dos países que tiveram destaque na produção de publicidade,
como Bélgica e Argentina. Uma citação de Vega Olmos dá a tônica do
sucesso crescente dos argentinos: "adoramos a crise". De fato, os
hermanos fizeram escola quando o país entrou em crise e agora usam
esta sabedoria para lidar de forma serena e assertiva frente a crise
mundial.

O case Best Job in The World foi epecialmente coroado nesta ocasião,
afinal todo o sucesso de quase 1,5 milhão de pessoas inscrevendo-se
para a vaga de melhor emprego do mundo começou com uma pequena peça de
marketing direto: um anúncio no classificados do jornal.

E, a mensagem final do chefe do júri de Cannes, ao citar o critério
que pediu que seus delegados usassem para nortear a seleção dos cases
já nos é conhecida: "simplicidade, relevância e resultado" ;-)

domingo, 16 de agosto de 2009

Bancos de pedra

Nesses tempos ultra modernos de avanços velozes, vejo muita gente
reclamando da pressão do tempo, que parece insuficiente para que se dê
conta de toda as demandas diárias. Além da vida real, a vida digital.
Alimentar blog, perfil, fotos, responder, contactar, pesquisar.

Vi um filme onde uma garota à espera de um sinal de seu paquera
reclamava: "sinto falta dos tempos onde só havia um telefone e uma
secretária eletrônica em casa". E emenda: "agora precio consultar 7
diferente tipos de comunicação para ao final saber que fui rejeitada
por 7 vezes", referindo-se ao celular, SMS, MSN, Twitter, Facebook,
Myspace, etc :-)

Apesar desta aparente overdose tecnológica e da ânsia das marcas em
explorarem estes novos territórios, alguns setores parecem estar na
idade da pedra. Pesquisando o site do meu banco na tentativa de fazer
um levantamento financeiro, decobri que não consigo obter informações
com mais de 90 dias, nem mesmo puxar históricos de itens, como "todos
os pagamentos efetuados para esta operadora".

Não há facilidade nenhuma para acessar informações segmentadas ou
consolidadas, o site não oferece ferramentas para que você consiga se
organizar facilmente. Muito me intriga que os bancos ainda não tenham
percebido essa prestação de serviço para o consumidor. Será que não é
interesse deles que o cliente faça seu próprio planejamento
financeiro?

sábado, 15 de agosto de 2009

(entre parênteses)

Eu queria tentar descrever e relatar o momento que vivo. Sinto-me num instante suspenso, pairando no ar, indefinido. Meu retrato é de uma pessoa cansada, sentada numa cadeira de frente para o relógio de parede. Uma espera não sei porque. Eu não sou mais o que fui, nem sou ainda o que serei. Este é o meu agora. Um vácuo em órbita. Indo para?


sábado, 1 de agosto de 2009

Já experimentou fazer arte com o twitter?

Já experimentou fazer arte com o twitter? Aqui
(http://twitter.com/nopassodroteiro) tem uma série de 'hai kais'
modernos, roteiros concisos e objetivos, em 140 caracteres. Outra arte
bacana pode ser conferida aqui, (http://queridoleitor.zip.net/) uma
série de 140 microcontos está sendo criada, cada um é um vídeo feito
de 10 posts extraídos do twitter. Uma compilação de instantes, retrato
de nosso momento!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Sobre as marcas e o Twitter

Acho engraçado as marcas querendo entrar no Twitter. Não sabem direito
o que tem ali, mas por alguma razão sabem que tem que estar lá. Mas,
afinal, o que é o Twitter? Se ele conquistou tão rapidamente uma
grande camada de formadores de opinião, como uma marca pode
experimentar este sucesso?

Pense que a twittosfera é uma grande Ágora, dos tempos gregos, e que
cada arroba (cada perfil) é um púlpito, com um sujeito ali proclamando
seus pensamentos, ideais, atitudes, para toda a praça ouvir. Ao redor
de alguns juntam-se muitos, interessados no que o orador tem a dizer.
Outros tantos falam sozinhos, pois seus assuntos pouco interessam à
uma maioria. Estes logo abandonam seus púlpitos, geralmente os mais
jovens. Os mais velhos nem à praça comparecem.

Agora imagine um sujeito chegando com seu púlpito, imagine-o com um
caixote de madeira e um megafone. Ele então começa a dizer "compre,
compre, compre". Quem é que vai ficar ali ouvindo? Pois é assim que
muitas marcas entram no Twitter.

Como em qualquer Ágora, em qualquer espaço público; o ambiente é
propício para o exercício da convivência e cidadania. É preciso
agregar algum valor coletivo ao discurso, seja uma informação, uma
prestação de serviço, um entretenimento ou até mesmo um brinde, nem
precisa reinventar a roda. Afinal, não é disso que o povo gosta? ;-)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vamos nos abraçar

Já faz um tempo falei aqui do video A Quarta Tela, da Nokia, que explica bem esta convergencia do cinema pra TV, pro computador, e por fim pro celular. O vídeo tem uma passagem interessante sobre a sociedade atual, que diz "a sensação real de comunidade, através do virtual". De fato a experiência se tornou mais individual: se antes gargalhávamos em coro no cinema, hoje sorrimos sozinhos com o vídeo no celular, e o riso se torna coletivo num forward. As comunidades são virtuais.

À luz desta constatação, trago aqui o case ganhador de Cannes 'Que vuelvan los lentos' (http://www.youtube.com/watch?v=zPBmLDiemqg), cuja sacada é justamente essa: perceber que falta uma parte para tornar real o virtual, e dar uma forcinha. A campanha incentivava a volta das músicas lentas nas baladas, afinal essa é a hora da verdade, quando acontece o contato. O que era possibilidade vira realidade. Quem não se lembra dos bailinhos? ;-)

Ontem fui com uma amiga à exposição GamePlay, do Itaú Cultural. São 6 instalações e 11 jogos eletrônicos com participação aberta ao público. Logo de cara minha amiga empacou: "mas só tem videogame aqui?". Ela percorreu nervosamente os ambientes escuros e cibernéticos da mostra inconformada com aquele monte de gente interagindo com as máquinas. Na saída, indignada, exclamou: "Vamos se abraçar pessoal, porra!" :-D

Pode até ser que o mundo esteja cada vez mais virtual, mas de uma coisa estou certa: o comportamento humano tende a mudar sempre, mas a natureza humana não muda nunca. :-)
YouTube - Videos from this email

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Tateando o Twitter

Fiquei pensando sobre este texto da Luciana, e tendo a cada vez mais ter certeza de que o Twitter não é um aplicativo de rede social. Ele não pode ser comparado com o Orkut, My Space ou Facebook (que aliás, está se convertendo ao Twitter). O Twitter não tem páginas sobre você ou álbuns de fotos. No máximo te permite um link para você conectar seu "megafone" à seu blog, ao site da empresa, à alguma identificação.

O Twitter tampouco pode ser comparado ao MSN, pois não fala de 1 para 1, fala de 1 para muitos. Muitos grupos que retwittam e ecoam suas palavras. Me parece mais uma rádio pirata moderninha, com o mesmo quê de subversiva ;-) O Twitter é uma rede de informação, - e talvez articulação - não uma rede social.

Tramam-se conspirações pelo Twitter, como o movimento #forasarney endossado por Marcelo Tas (@marcelotas) e seus mais de 20 mil seguidores. Também presencia-se a formação de rede de amigos que estão aparentemente distantes de nós, como o pessoal da F-Twitter liderada pelo Nelsinho Piquet (@NelsonPiquet_). Sim, recebi a confirmação via assessoria que é ele mesmo que Twitta :-)

Eu particularmente classifico 2 tipos de uso do Twitter: aqueles que o usam direto no computador, e twittam links de sites, matérias, imagens e fatos que julga interessantes; e aqueles que twittam de dispositivos móveis (celulares) comentando fatos presenciados, simultaneamente ao tempo em que ocorrem. E, em ambos os tipos, sempre tem aqueles tweets que vem de dentro, algum desabafo, brincadeira ou comentário prosaico. Como disse Biz Stone, co-fundador do Twitter: "O Twitter não se trata do triunfo da tecnologia. Trata-se do triunfo da humanidade." :-)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Nelsinho Piquet no twitter e a mídia tradicional

Pra quem ainda não tangibilizou o que é o conteúdo participativo, independente e social; e que ainda não fez todos os links com mídia segmentada, redes sociais, de informação e relevância digital, segue o "bate-papo" que pesquei ontem no Twitter entre Nelsinho Piquet (piloto de F1) e Luciano Burti (piloto de Stock Car), que pode jogar uma luz sobre esta questão. É ou não é uma verdadeira convergência do automobilismo? ;-)

Nelsinho recém estreou no Twitter, já tem mais de 10 mil seguidores e seus posts são sempre biligües, em português e inglês. Ele posta com certa frequência, sobre os bastidores das corridas, e às vezes manda fotos do pai, levando os seguidores ao êxtase :-) Ontem ele encontrou o Luciano Burti. Veja abaixo:

NP - "Encontrei o Twitter do @LucianoBurti. Chegou falando boas coisas. Pra quem gosta de corrida, vale a pena acompanhar. Um abraco Lu!"
LB - "Valeu Nelsinho.Vou usar o Twitter p comentar sobre tudo,principalmente aqueles detalhes q passam batido na transmissão"
NP - "BOA!"
LB - " Vc sabe muito bem q muitas coisas não aparecem no video,na hora.Obg e vc sabe q estou na torcida p/ vc.Abraço"
NP - "E como sei! "

Só posso esperar que venha aí conteúdo automobilístico da mais alta qualidade, bem fácil, up-to-date, à minha mão. Muita gente vai querer segui-los!

Aí me pergunto: vale também fazer o contraponto e pensar na questão da veracidade dos perfis, como garantir a autoria dos posts? Ninguém duvida pois, até foto do pai fazendo churrasco em Silverstone o Nelsinho mandou, veja aqui http://twitpic.com/8eczz. Sendo ou não o verdadeiro Nelsinho, o que fica é a sensação de proximidade...parece até o quintal do vizinho!

Embalada pela exposição do Vik Muniz aqui em Sampa, resta ecoar: muitas vezes uma percepção vale mais do que uma verdade! ;-)

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Comunicação de marca na era digital: É crer para ver.

Não faz tanto tempo, o objeto de desejo das pessoas era um produto cujo inventor lançou uma luz sobre a importância da liberdade de escolha do consumidor ao proferir ironicamente “Vocês podem decidir a cor que querem, desde que seja preto” – Henry Ford, ao anunciar a produção do Ford T.

De lá para cá, ouvir o consumidor tem sido a grande bandeira de muitas corporações, que passaram a proclamar as diretrizes de foco, sempre apontando o consumidor como alvo: é preciso atender o consumidor, sim, mas desde que isso satisfaça meu negócio.

A esta empreitada adiciona-se muita pesquisa Ad Hoc, muitos Focus Group e muitos estudos que a meu ver tiveram como único intuito confirmar uma tese que já veio pré-estabelecida. Ou seja, eu vou ouvir o que você deseja, desde que você fale aquilo que eu quero ouvir. Eu vou fazer a pergunta mas já estou sabendo sua resposta.

E, atendendo muito mais a interesses da própria indústria – ainda que mascarados- do que os dos consumidores, evoluímos nossa economia capitalista e nosso sistema de produção.

Até que, há pouco menos de 10 anos, instaurou-se a revolução digital. A tecnologia permite que grupos de consumidores tenham acesso direto e imediato a outros grupos, dialoguem, pesquisem, comparem, decidam: sem haver a necessidade de qualquer comunicação da marca envolvida nisso.

O poder de comunicação das marcas então desapareceu? Não acredito nesta teoria, mas entendo que este poder unilateral está na berlinda. Os consumidores não são mais passivos, e as mensagens publicitárias são amplamente questionadas nos grupos de discussão online: há de ser muito cuidadoso com a veracidade das mensagens, sob risco de cair em descrença – e literalmente descrédito – pelo senso comum, agora interconectado e cada vez mais cético.

Como as marcas podem então circular neste ambiente tão aberto, sem controle e imprevisível? Antes de mais nada é preciso admitir que a atitude comunicativa do “eu falo, você acredita” já não tem mais poder. É preciso humildade neste momento de transição para esta nova era da Interatividade. Nada de malabarismos marketeiros e firulas publicitárias. Humildade. Agora é que as marcas vão ter que provar se estão
mesmo aqui para ouvir o consumidor, ou se esta postura sempre foi uma balela. Pior: ou elas ouvem de fato, e dialogam; ou estão fadadas à exclusão social, às margens desta sociedade interligada.

O desafio está em assumir que as estratégias tradicionais não são mais suficientes para a construção de marca hoje em dia. As marcas que insistirem na crença de que as famílias brasileiras estão reunidas à mesa do jantar na hora do noticiário esperando para engolirem a mensagem publicitária junto com a refeição, correm o risco de falarem para ninguém. Para ilustrar este fato, basta dizer que a penetração de TV aberta é ao redor de 140 milhões, já a quantidade de telefones celulares ultrapassou a marca dos 150 milhões de linhas. Para um consumidor móvel, de posse de uma ferramenta móvel, é preciso uma comunicação móvel.

Pode parecer assustador este novo cenário, que se desenha velozmente. Como as marcas podem lidar com isso? A resposta é mais simples que sua execução: abrindo as portas, sendo receptiva, dialogando de verdade. É mais do que hora de estar preparada para assumir esta postura.

Um exemplo de marca que percebeu rapidamente a necessidade desta mudança, inicialmente – e principalmente – junto ao público jovem foi a Coca-Cola. A marca buscou entender o que é tido como valor para este consumidor, e chegou na distribuição de conteúdo como sendo o objeto de desejo desta nova geração digital.

Veja isso: apesar de todo mundo ter um celular nas mãos, ainda são poucos os que possuem internet de fácil acesso, com velocidade, para poder baixar músicas, games e aplicativos, os novos hits dos consumidores digitais. As pessoas de classe C e D, que não tem cartão de crédito para comprar numa Apple Store, por exemplo, usam o chip pré-pago das operadoras como forma de terem créditos para baixar MP3 e comprar conteúdos para seu celular. Usar a rede de dados da operadora é um caminho que torna caro este acesso.

De olho nesta entrega de conteúdo como forma de agregar valor ao seu produto, a Coca-Cola decidiu transformar as cerca de 1,5 bilhão de vendas diárias do refrigerante em oportunidades de interação com a marca, e criou uma nova vending machine, com interface touchscreen, que permite ao usuário fazer download de ringtones, wallpapers e conteúdo customizável (emails, filmes, esportes, etc).

Soma-se a isso os usos inovadores pela marca de redes sociais e de sites de compartilhamento de vídeos, como o caso da Happiness Factory, o álbum de figurinhas virtual da Eurocopa e a campanha da 1a Coca-Cola do Ano. Interação completa.

Esta nova vending machine da Coca-Cola custa 3 vezes mais que uma vending machine tradicional, no entanto, nos locais em que foi testada até o momento suas vendas são 10 vezes maiores que das maquinas comuns.

Esta iniciativa nos mostra que é hora de experimentar, apostar, inovar. É hora de mudar de atitude. A hora é de crer para ver. Acredite (e aceite) a mudança, para então ver (e colher) os resultados.

//Thais Simões Rensi é publicitária formada pela ESPM, com pós em Negócios da Moda pela FGV. Atua no mercado de Mobile Marketing brasileiro, escreve uma coluna sobre Tecnologia & Humanidades no site Blue Bus, é blogueira e twitteira. Siga seus comentários através do @Thaisinha no Twitter.

terça-feira, 9 de junho de 2009

O novo iPhone nem é tão legal assim - e tudo bem

Aqui você vê o filme de 30" do lançamento do iPhone 3GS (http://www.youtube.com/watch?v=N_9uxMiuSvo), me pareceu um fiel resumo do nem tão inovador mas tão esperado 'novo' iPhone, comentado nas notas anteriores. Trata das duas grandes mudanças: agora grava vídeo - recurso destacado de modo enfático no filme - e é mais veloz nas conexões.

Muita gente ficou desapontada, esperando até logo luminoso nas costas do aparelho. Eu acho na verdade que vai ser difícil qualquer evento de lançamento do iPhone surpreender mais do que sua própria criação, para mim esta é a maior quebra de paradigma da Era Digital. O iPhone é a coisa - não humana - mais intuitiva que eu já vi. Vai ser AiP/DiP - Antes do iPhone e Depois do iPhone :-)

Quanto tempo levará para este item ser ponto pacífico em boa parte dos lares brasileiros? Antes que você pense "ixi, tá longe", divido esta situação: perguntei a hora para o segurança - um Mike Tyson engravatado - do salão de cabeleireiro. Ele sacou um iPhone. Eu perguntei "é aquele pirateado?". "Não, original", e me entregou para eu ver. Fiquei tão impressionada que na hora nem tirei uma foto, mas vou passar lá em frente hoje e vou registrar! Quem quiser ver a prova depois é só me pedir ;-)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

E no começo era o verbo

Mas antes ainda já se sabia: o indizível é a mãe de todas as coisas.

Palestra sobre Mobile na DM9

Rosana Moya - ex-Ogilvy para IBM, Ogilvy One NY e de volta ao Brasil há pouco menos de 1 ano - comandou ontem a palestra seguida de happy hour "DM9 ON MOBILE", no auditório da própria agência, para cerca de 100 pessoas.

Atual diretora de serviços para agências da empresa líder mundial em mobilidade, Spring Wireless, Rosana apresentou de forma didática o universo da comunicação das marcas com o público através de dispositivos móveis - com foco no celular - para a platéia da agência.

Ponto que acho que vale ressaltar: foi apresentado, com dados da Teleco, o alto consumo de músicas e jogos no celular, pelas classes C e D, ou seja, eles compram músicas. Fazem isso através de assinaturas de conteúdo ou compra avulsa pelo site WAP da operadora, que tem suas lojas de venda de conteúdos. E fazem isso porque não tem cartão de crédito e nem acesso imediato à um computador - para comprar numa Apple Store, por exemplo - então usam o chip pré-pago.

As marcas associarem-se a entrega destes conteúdos tão desejados parece ser um bom caminho para garantir presença e relevância junto ao público. Alguem aí tem interesse nestes cidadãos de renda mínima que insistem em ter diversão? :-)

terça-feira, 2 de junho de 2009

Quer ajudar o GRAAC? Então mande 1 SMS

Olha que ação mais bacana a Ogilvy criou para auxiliar o GRAAC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer - a construir um novo hospital: você manda um SMS e doa uma contribuição, simples assim. Vai, quem está no Brasil pega o celular e manda agora :-)

É só enviar seu nome por SMS para o numero 49222 e pronto, 4 reais mais impostos serão debitados de sua conta telefonica. Parte da verba é revertida ao Instituto. Maneira interessante de se valer do SMS, ferramenta que quando utilizada tem o dom de gerar receita. Pena que só a Claro aderiu à campanha, portanto se você for de outra operadora, ainda pode colaborar através do site aqui: https://www.graacc.org.br/doacao.asp

domingo, 31 de maio de 2009

Gartner indica as tendências para 2009 e 2010

O instituto Gartner divulgou uma pesquisa indicando as 8 tecnologias móveis que devem ser consideradas nos planejamentos estratégicos de 2009 e 2010, como sendo as que mais influenciarão nos negócios. Nos sites da Mac Magazine a PC World você encontra a matéria completa, aqui ressalto alguns tópicos.



Até 2011, nos mercados mais desenvolvidos, mais de 95% dos dispositivos móveis incluirão Bluetooth, tecnologia de transmissão de dados a distâncias curtas - e o mais legal: de graça. A Tecnologia de Localização também é um hit. As empresas serão capazes de localizar clientes e consumidores potenciais em áreas determinadas e comunicar-se diretamente com eles.



Novos formatos de telas terão impacto em 2009 e 2010, como os picoprojetores. Os picoprojetores podem ser usados para pequenas apresentações visuais — em uma reunião de vendas, por exemplo - e podem chegar ao tamanho de um dado.



Uma das tendências mais bacanas confirmadas pelo Gartner é o Near Field Communication (NFC), ou comunicação em área próxima. Aqui estamos falando de proximidade mesmo, a mesma tecnologia que você usa no crachá para abrir uma porta ou uma catraca, por exemplo. O chip de seu celular virá embarcado com esta tecnologia, para fazer pagamentos ou entrar no metrô.

Mandar uma imagem de um celular para um porta-retratos digital ou receber um cupom eletrônico de desconto no smartphone são aplicações de NFC que começam a surgir. E o mais interessante: para o Gartner, essas aplicações serão, no começo, mais disseminadas em mercados emergentes do que em países desenvolvidos.

Também são tendências de curto prazo a internet móvel e a banda larga no celular. No entanto,o uso da rede da operadora de telefonia móvel para trafego de dados no celular ainda é o meio mais caro. Segundo a pesquisa, a tendência é haver uma política agressiva de preços das operadoras, e a demanda pode ser até superior à capacidade das empresas que fornecem o serviço.

A amplitude do mercado móvel parece transcender a limitação das operadoras, e as soluções para comunicação móvel se multiplicam. A portabilidade liberta o usuário e acirra a concorrência. Começo a acreditar na privatização das Telecoms. Ao contrário das estatais, nem a censura, e nem o monopólio, resistem.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

QR Codes + Twitter = Livro Vivo

É interessante observar a velocidade de atualização das pessoas em relação às tecnologias. O entendimento de como usar as novas ferramentas cresce e se multiplica, e quando menos se espera você é surpreendido por uma idéia incrível e inovadora que resulta da junção destas tecnologias.

Olha que bacana este case brazuca que concorre em Cannes, de um coletivo chamado C.A.O.S., que pegou os instantes de Amor e de Ódio postados pelas pessoas no Twitter e transformou-os num livro impresso, www.thelivingbook.org. O detalhe interessante é que estes instantes são dinâmicos e atualizáveis, pois foram registrados no livro na foma de um QR Code. Toda vez que o usuário clica no QR Code com seu celular, vem uma mensagem nova.

Agora imagine isso para os livros didáticos, que normalmente são repassados entre irmãos e primos e duram anos. Imagine o capítulo Floresta Amazônica da aula de geografia ilustrado com um QR Code, onde com um clique você confere o status mais atual possível do mapa das queimadas na amazonia, por exemplo. Com parte da informação sendo dinâmica, o livro demora mais para se tornar obsoleto.

Iniciativa bem bacana, isso sim é convergência! ;-)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Forum MMA | Mobile Marketing, um doce negócio?

O primeiro dia de apresentações do Forum Latino Americano de Mobile Marketing - da MMA - foi bastante animado. Agências, anunciantes, integradoras, veículos, fabricantes, operadoras e até a Datalistas. E cases, muitos cases. A sensação que fica é que ainda é pouco perto do imenso potencial. Há de se lembrar que, diferente da era internet, a potencialidade está não apenas no montante financeiro e de idéias incubado, como de fato na base instalada deste já não tão novo meio: são 152.364.986 celulares ativos (Teleco, fev/09).



Um sentimento era unânime: a ânsia de poder trabalhar esta base sem barreiras. Uma comunicação limpa, leve e clara, face-a-face, usuário e telinha de celular. Seja ela um dado, uma informação relevante, um game, um aplicativo de serviços, uma imagem, um vídeo, um som...até mesmo um canal de TV exclusivamente mobile é possível de ser entregue, sempre tendo como ponto de partida a escolha do usuário. Tecnologia para isso viu-se de sobra no evento. O trecho do fornecedor até a rede da operadora parece bem resolvido. O trecho da rede da operadora até o usuário é que continua meio obscuro.



Um momento interessante do dia foi a brincadeira promovida pela palestrante Rosana Moya, da Okto/Spring Wireless: pediu que os presentes enviassem por SMS sua área de atuação para o numero 30102. Inicialmente interrogada pelo mestre de cerimônias, a audiência - cuja resposta em público foi tímida - atendeu prontamente a pesquisa na versão mobile. Ao final da apresentação os resultados foram exibidos na tela, e viu-se que dos 61 respondentes, 13 eram de agencias, 3 de integradoras, 11 de operadoras, 13 eram anunciantes, 16 de veiculos e 5 respostas inválidas.


Até mesmo os anunciantes - acusados de pouco estarem presentes nas discussões - compareceram em número no Fórum, ainda que discretamente. Todos os ingredientes estão no caldeirão, e já cozinham há algum tempo. Quero pensar que falta pouco para o doce ficar pronto! ;-)

segunda-feira, 9 de março de 2009

O celular é hoje o tênis Nike de antigamente




Segue uma foto curiosa que eu tirei semana passada. Zé Raimundo é porteiro de um prédio comercial, eram 8 da noite e ele assistia o noticiário da TV Record em seu celular. Eu, encantada, perguntei: "mas isso não é muito caro não?". Ele ficou meio sem jeito e respondeu: "é, né"- e caiu na risada.

Outro dia eu parei em frente a um cartório e havia uma rodinha com uns 5 motoboys em volta de um celular, assistindo um vídeo, enquanto esperavam seus documentos. Há pouco tempo vi um motoboy atender seu celular ao parar no farol, bem ao meu lado. Era um N95.

Penso que talvez o celular seja hoje em dia o que o tênis Nike foi há algum tempo atrás. Ter um celular bacana e um pacote de dados parrudo é o que te torna hype dentro de sua comunidade nos dias de hoje, seja ela elite ou periferia. Na era da informação, o acesso portátil e imediato à ela parece ser um objeto de desejo geral. Um viva à mobilidade! :-)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Carnaval

Estamos há 1 dia do carnaval. De repente ele chegou, tão rapidamente quanto o reveillon que passou e eu nem vi. É ano novo.
E num despertar coletivo após uma semana chuvosa, São Paulo entra em frenesi na semana de sol. "É o pessoal se preparando para o carnaval", diz o taxista justificando o congestionamento. As férias se acabaram, as aulas voltaram, terminou o horário de verão: todos as ocasiões de redução de trânsito se foram. E apesar da tal crise - ou até por causa dela - comprar carro à vista nunca foi tão fácil. E fez sol, todo mundo saiu da toca. São Paulo se agita.
Ontem caiu a rede na empresa, e hoje a luz do prédio. A internet ficou lenta, ai essa internet. Preciso deixar tudo pronto para sair tranquila para o carnaval. Faz 1 dia que não consigo acessar a internet do meu celular, pela rede da operadora. Ai essas operadoras. E é preciso dar conta dos preparativos para o carnaval.
Guenta aí, Metrópole, falta só um dia para a sístole, quando num emblemático espirro cenenas de milhares de moradores te deixarão em paz. São 4 dias de relativa calmaria, hora de recobrar os ânimos! Afinal de contas, o Brasil recomeça após o carnaval, não é o que dizem? ;-)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

90 anos



Izaura Adelina de Castro chega aos 90 anos com os mesmos doces olhos azuis e suaves cabelos cacheados, agora adornados pelo grisalho dos tempos. Não é fácil chegar aos 90 anos, são 90 voltas ao redor do sol, quanta coisa dona Izaura já viveu em cada giro. São 90 anos de infinitos papéis, linda mulher, esposa dedicada, mãe adotiva, avó generosa, religiosa de fé, irmã presente, sogra acolhedora, vizinha amiga, brava guerreira, criança, menina, moça, mulher, senhora...minha avozinha querida.
90 anos de sabedoria, de carinhos e crochês e tricôs e quitutes. De bolinhos de chuva e bois da cara preta. A minha vó Izaura fica mais linda a cada dia. Feliz Aniversário, vovó!