Pra quem ainda não tangibilizou o que é o conteúdo participativo, independente e social; e que ainda não fez todos os links com mídia segmentada, redes sociais, de informação e relevância digital, segue o "bate-papo" que pesquei ontem no Twitter entre Nelsinho Piquet (piloto de F1) e Luciano Burti (piloto de Stock Car), que pode jogar uma luz sobre esta questão. É ou não é uma verdadeira convergência do automobilismo? ;-)
Nelsinho recém estreou no Twitter, já tem mais de 10 mil seguidores e seus posts são sempre biligües, em português e inglês. Ele posta com certa frequência, sobre os bastidores das corridas, e às vezes manda fotos do pai, levando os seguidores ao êxtase :-) Ontem ele encontrou o Luciano Burti. Veja abaixo:
NP - "Encontrei o Twitter do @LucianoBurti. Chegou falando boas coisas. Pra quem gosta de corrida, vale a pena acompanhar. Um abraco Lu!"
LB - "Valeu Nelsinho.Vou usar o Twitter p comentar sobre tudo,principalmente aqueles detalhes q passam batido na transmissão"
NP - "BOA!"
LB - " Vc sabe muito bem q muitas coisas não aparecem no video,na hora.Obg e vc sabe q estou na torcida p/ vc.Abraço"
NP - "E como sei! "
Só posso esperar que venha aí conteúdo automobilístico da mais alta qualidade, bem fácil, up-to-date, à minha mão. Muita gente vai querer segui-los!
Aí me pergunto: vale também fazer o contraponto e pensar na questão da veracidade dos perfis, como garantir a autoria dos posts? Ninguém duvida pois, até foto do pai fazendo churrasco em Silverstone o Nelsinho mandou, veja aqui http://twitpic.com/8eczz. Sendo ou não o verdadeiro Nelsinho, o que fica é a sensação de proximidade...parece até o quintal do vizinho!
Embalada pela exposição do Vik Muniz aqui em Sampa, resta ecoar: muitas vezes uma percepção vale mais do que uma verdade! ;-)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Comunicação de marca na era digital: É crer para ver.
Não faz tanto tempo, o objeto de desejo das pessoas era um produto cujo inventor lançou uma luz sobre a importância da liberdade de escolha do consumidor ao proferir ironicamente “Vocês podem decidir a cor que querem, desde que seja preto” – Henry Ford, ao anunciar a produção do Ford T.
De lá para cá, ouvir o consumidor tem sido a grande bandeira de muitas corporações, que passaram a proclamar as diretrizes de foco, sempre apontando o consumidor como alvo: é preciso atender o consumidor, sim, mas desde que isso satisfaça meu negócio.
A esta empreitada adiciona-se muita pesquisa Ad Hoc, muitos Focus Group e muitos estudos que a meu ver tiveram como único intuito confirmar uma tese que já veio pré-estabelecida. Ou seja, eu vou ouvir o que você deseja, desde que você fale aquilo que eu quero ouvir. Eu vou fazer a pergunta mas já estou sabendo sua resposta.
E, atendendo muito mais a interesses da própria indústria – ainda que mascarados- do que os dos consumidores, evoluímos nossa economia capitalista e nosso sistema de produção.
Até que, há pouco menos de 10 anos, instaurou-se a revolução digital. A tecnologia permite que grupos de consumidores tenham acesso direto e imediato a outros grupos, dialoguem, pesquisem, comparem, decidam: sem haver a necessidade de qualquer comunicação da marca envolvida nisso.
O poder de comunicação das marcas então desapareceu? Não acredito nesta teoria, mas entendo que este poder unilateral está na berlinda. Os consumidores não são mais passivos, e as mensagens publicitárias são amplamente questionadas nos grupos de discussão online: há de ser muito cuidadoso com a veracidade das mensagens, sob risco de cair em descrença – e literalmente descrédito – pelo senso comum, agora interconectado e cada vez mais cético.
Como as marcas podem então circular neste ambiente tão aberto, sem controle e imprevisível? Antes de mais nada é preciso admitir que a atitude comunicativa do “eu falo, você acredita” já não tem mais poder. É preciso humildade neste momento de transição para esta nova era da Interatividade. Nada de malabarismos marketeiros e firulas publicitárias. Humildade. Agora é que as marcas vão ter que provar se estão
mesmo aqui para ouvir o consumidor, ou se esta postura sempre foi uma balela. Pior: ou elas ouvem de fato, e dialogam; ou estão fadadas à exclusão social, às margens desta sociedade interligada.
O desafio está em assumir que as estratégias tradicionais não são mais suficientes para a construção de marca hoje em dia. As marcas que insistirem na crença de que as famílias brasileiras estão reunidas à mesa do jantar na hora do noticiário esperando para engolirem a mensagem publicitária junto com a refeição, correm o risco de falarem para ninguém. Para ilustrar este fato, basta dizer que a penetração de TV aberta é ao redor de 140 milhões, já a quantidade de telefones celulares ultrapassou a marca dos 150 milhões de linhas. Para um consumidor móvel, de posse de uma ferramenta móvel, é preciso uma comunicação móvel.
Pode parecer assustador este novo cenário, que se desenha velozmente. Como as marcas podem lidar com isso? A resposta é mais simples que sua execução: abrindo as portas, sendo receptiva, dialogando de verdade. É mais do que hora de estar preparada para assumir esta postura.
Um exemplo de marca que percebeu rapidamente a necessidade desta mudança, inicialmente – e principalmente – junto ao público jovem foi a Coca-Cola. A marca buscou entender o que é tido como valor para este consumidor, e chegou na distribuição de conteúdo como sendo o objeto de desejo desta nova geração digital.
Veja isso: apesar de todo mundo ter um celular nas mãos, ainda são poucos os que possuem internet de fácil acesso, com velocidade, para poder baixar músicas, games e aplicativos, os novos hits dos consumidores digitais. As pessoas de classe C e D, que não tem cartão de crédito para comprar numa Apple Store, por exemplo, usam o chip pré-pago das operadoras como forma de terem créditos para baixar MP3 e comprar conteúdos para seu celular. Usar a rede de dados da operadora é um caminho que torna caro este acesso.
De olho nesta entrega de conteúdo como forma de agregar valor ao seu produto, a Coca-Cola decidiu transformar as cerca de 1,5 bilhão de vendas diárias do refrigerante em oportunidades de interação com a marca, e criou uma nova vending machine, com interface touchscreen, que permite ao usuário fazer download de ringtones, wallpapers e conteúdo customizável (emails, filmes, esportes, etc).
Soma-se a isso os usos inovadores pela marca de redes sociais e de sites de compartilhamento de vídeos, como o caso da Happiness Factory, o álbum de figurinhas virtual da Eurocopa e a campanha da 1a Coca-Cola do Ano. Interação completa.
Esta nova vending machine da Coca-Cola custa 3 vezes mais que uma vending machine tradicional, no entanto, nos locais em que foi testada até o momento suas vendas são 10 vezes maiores que das maquinas comuns.
Esta iniciativa nos mostra que é hora de experimentar, apostar, inovar. É hora de mudar de atitude. A hora é de crer para ver. Acredite (e aceite) a mudança, para então ver (e colher) os resultados.
//Thais Simões Rensi é publicitária formada pela ESPM, com pós em Negócios da Moda pela FGV. Atua no mercado de Mobile Marketing brasileiro, escreve uma coluna sobre Tecnologia & Humanidades no site Blue Bus, é blogueira e twitteira. Siga seus comentários através do @Thaisinha no Twitter.
De lá para cá, ouvir o consumidor tem sido a grande bandeira de muitas corporações, que passaram a proclamar as diretrizes de foco, sempre apontando o consumidor como alvo: é preciso atender o consumidor, sim, mas desde que isso satisfaça meu negócio.
A esta empreitada adiciona-se muita pesquisa Ad Hoc, muitos Focus Group e muitos estudos que a meu ver tiveram como único intuito confirmar uma tese que já veio pré-estabelecida. Ou seja, eu vou ouvir o que você deseja, desde que você fale aquilo que eu quero ouvir. Eu vou fazer a pergunta mas já estou sabendo sua resposta.
E, atendendo muito mais a interesses da própria indústria – ainda que mascarados- do que os dos consumidores, evoluímos nossa economia capitalista e nosso sistema de produção.
Até que, há pouco menos de 10 anos, instaurou-se a revolução digital. A tecnologia permite que grupos de consumidores tenham acesso direto e imediato a outros grupos, dialoguem, pesquisem, comparem, decidam: sem haver a necessidade de qualquer comunicação da marca envolvida nisso.
O poder de comunicação das marcas então desapareceu? Não acredito nesta teoria, mas entendo que este poder unilateral está na berlinda. Os consumidores não são mais passivos, e as mensagens publicitárias são amplamente questionadas nos grupos de discussão online: há de ser muito cuidadoso com a veracidade das mensagens, sob risco de cair em descrença – e literalmente descrédito – pelo senso comum, agora interconectado e cada vez mais cético.
Como as marcas podem então circular neste ambiente tão aberto, sem controle e imprevisível? Antes de mais nada é preciso admitir que a atitude comunicativa do “eu falo, você acredita” já não tem mais poder. É preciso humildade neste momento de transição para esta nova era da Interatividade. Nada de malabarismos marketeiros e firulas publicitárias. Humildade. Agora é que as marcas vão ter que provar se estão
mesmo aqui para ouvir o consumidor, ou se esta postura sempre foi uma balela. Pior: ou elas ouvem de fato, e dialogam; ou estão fadadas à exclusão social, às margens desta sociedade interligada.
O desafio está em assumir que as estratégias tradicionais não são mais suficientes para a construção de marca hoje em dia. As marcas que insistirem na crença de que as famílias brasileiras estão reunidas à mesa do jantar na hora do noticiário esperando para engolirem a mensagem publicitária junto com a refeição, correm o risco de falarem para ninguém. Para ilustrar este fato, basta dizer que a penetração de TV aberta é ao redor de 140 milhões, já a quantidade de telefones celulares ultrapassou a marca dos 150 milhões de linhas. Para um consumidor móvel, de posse de uma ferramenta móvel, é preciso uma comunicação móvel.
Pode parecer assustador este novo cenário, que se desenha velozmente. Como as marcas podem lidar com isso? A resposta é mais simples que sua execução: abrindo as portas, sendo receptiva, dialogando de verdade. É mais do que hora de estar preparada para assumir esta postura.
Um exemplo de marca que percebeu rapidamente a necessidade desta mudança, inicialmente – e principalmente – junto ao público jovem foi a Coca-Cola. A marca buscou entender o que é tido como valor para este consumidor, e chegou na distribuição de conteúdo como sendo o objeto de desejo desta nova geração digital.
Veja isso: apesar de todo mundo ter um celular nas mãos, ainda são poucos os que possuem internet de fácil acesso, com velocidade, para poder baixar músicas, games e aplicativos, os novos hits dos consumidores digitais. As pessoas de classe C e D, que não tem cartão de crédito para comprar numa Apple Store, por exemplo, usam o chip pré-pago das operadoras como forma de terem créditos para baixar MP3 e comprar conteúdos para seu celular. Usar a rede de dados da operadora é um caminho que torna caro este acesso.
De olho nesta entrega de conteúdo como forma de agregar valor ao seu produto, a Coca-Cola decidiu transformar as cerca de 1,5 bilhão de vendas diárias do refrigerante em oportunidades de interação com a marca, e criou uma nova vending machine, com interface touchscreen, que permite ao usuário fazer download de ringtones, wallpapers e conteúdo customizável (emails, filmes, esportes, etc).
Soma-se a isso os usos inovadores pela marca de redes sociais e de sites de compartilhamento de vídeos, como o caso da Happiness Factory, o álbum de figurinhas virtual da Eurocopa e a campanha da 1a Coca-Cola do Ano. Interação completa.
Esta nova vending machine da Coca-Cola custa 3 vezes mais que uma vending machine tradicional, no entanto, nos locais em que foi testada até o momento suas vendas são 10 vezes maiores que das maquinas comuns.
Esta iniciativa nos mostra que é hora de experimentar, apostar, inovar. É hora de mudar de atitude. A hora é de crer para ver. Acredite (e aceite) a mudança, para então ver (e colher) os resultados.
//Thais Simões Rensi é publicitária formada pela ESPM, com pós em Negócios da Moda pela FGV. Atua no mercado de Mobile Marketing brasileiro, escreve uma coluna sobre Tecnologia & Humanidades no site Blue Bus, é blogueira e twitteira. Siga seus comentários através do @Thaisinha no Twitter.
terça-feira, 9 de junho de 2009
O novo iPhone nem é tão legal assim - e tudo bem
Aqui você vê o filme de 30" do lançamento do iPhone 3GS (http://www.youtube.com/watch?v=N_9uxMiuSvo), me pareceu um fiel resumo do nem tão inovador mas tão esperado 'novo' iPhone, comentado nas notas anteriores. Trata das duas grandes mudanças: agora grava vídeo - recurso destacado de modo enfático no filme - e é mais veloz nas conexões.
Muita gente ficou desapontada, esperando até logo luminoso nas costas do aparelho. Eu acho na verdade que vai ser difícil qualquer evento de lançamento do iPhone surpreender mais do que sua própria criação, para mim esta é a maior quebra de paradigma da Era Digital. O iPhone é a coisa - não humana - mais intuitiva que eu já vi. Vai ser AiP/DiP - Antes do iPhone e Depois do iPhone :-)
Quanto tempo levará para este item ser ponto pacífico em boa parte dos lares brasileiros? Antes que você pense "ixi, tá longe", divido esta situação: perguntei a hora para o segurança - um Mike Tyson engravatado - do salão de cabeleireiro. Ele sacou um iPhone. Eu perguntei "é aquele pirateado?". "Não, original", e me entregou para eu ver. Fiquei tão impressionada que na hora nem tirei uma foto, mas vou passar lá em frente hoje e vou registrar! Quem quiser ver a prova depois é só me pedir ;-)
Muita gente ficou desapontada, esperando até logo luminoso nas costas do aparelho. Eu acho na verdade que vai ser difícil qualquer evento de lançamento do iPhone surpreender mais do que sua própria criação, para mim esta é a maior quebra de paradigma da Era Digital. O iPhone é a coisa - não humana - mais intuitiva que eu já vi. Vai ser AiP/DiP - Antes do iPhone e Depois do iPhone :-)
Quanto tempo levará para este item ser ponto pacífico em boa parte dos lares brasileiros? Antes que você pense "ixi, tá longe", divido esta situação: perguntei a hora para o segurança - um Mike Tyson engravatado - do salão de cabeleireiro. Ele sacou um iPhone. Eu perguntei "é aquele pirateado?". "Não, original", e me entregou para eu ver. Fiquei tão impressionada que na hora nem tirei uma foto, mas vou passar lá em frente hoje e vou registrar! Quem quiser ver a prova depois é só me pedir ;-)
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Palestra sobre Mobile na DM9
Rosana Moya - ex-Ogilvy para IBM, Ogilvy One NY e de volta ao Brasil há pouco menos de 1 ano - comandou ontem a palestra seguida de happy hour "DM9 ON MOBILE", no auditório da própria agência, para cerca de 100 pessoas.
Atual diretora de serviços para agências da empresa líder mundial em mobilidade, Spring Wireless, Rosana apresentou de forma didática o universo da comunicação das marcas com o público através de dispositivos móveis - com foco no celular - para a platéia da agência.
Ponto que acho que vale ressaltar: foi apresentado, com dados da Teleco, o alto consumo de músicas e jogos no celular, pelas classes C e D, ou seja, eles compram músicas. Fazem isso através de assinaturas de conteúdo ou compra avulsa pelo site WAP da operadora, que tem suas lojas de venda de conteúdos. E fazem isso porque não tem cartão de crédito e nem acesso imediato à um computador - para comprar numa Apple Store, por exemplo - então usam o chip pré-pago.
As marcas associarem-se a entrega destes conteúdos tão desejados parece ser um bom caminho para garantir presença e relevância junto ao público. Alguem aí tem interesse nestes cidadãos de renda mínima que insistem em ter diversão? :-)
Atual diretora de serviços para agências da empresa líder mundial em mobilidade, Spring Wireless, Rosana apresentou de forma didática o universo da comunicação das marcas com o público através de dispositivos móveis - com foco no celular - para a platéia da agência.
Ponto que acho que vale ressaltar: foi apresentado, com dados da Teleco, o alto consumo de músicas e jogos no celular, pelas classes C e D, ou seja, eles compram músicas. Fazem isso através de assinaturas de conteúdo ou compra avulsa pelo site WAP da operadora, que tem suas lojas de venda de conteúdos. E fazem isso porque não tem cartão de crédito e nem acesso imediato à um computador - para comprar numa Apple Store, por exemplo - então usam o chip pré-pago.
As marcas associarem-se a entrega destes conteúdos tão desejados parece ser um bom caminho para garantir presença e relevância junto ao público. Alguem aí tem interesse nestes cidadãos de renda mínima que insistem em ter diversão? :-)
terça-feira, 2 de junho de 2009
Quer ajudar o GRAAC? Então mande 1 SMS
Olha que ação mais bacana a Ogilvy criou para auxiliar o GRAAC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer - a construir um novo hospital: você manda um SMS e doa uma contribuição, simples assim. Vai, quem está no Brasil pega o celular e manda agora :-)
É só enviar seu nome por SMS para o numero 49222 e pronto, 4 reais mais impostos serão debitados de sua conta telefonica. Parte da verba é revertida ao Instituto. Maneira interessante de se valer do SMS, ferramenta que quando utilizada tem o dom de gerar receita. Pena que só a Claro aderiu à campanha, portanto se você for de outra operadora, ainda pode colaborar através do site aqui: https://www.graacc.org.br/doacao.asp
É só enviar seu nome por SMS para o numero 49222 e pronto, 4 reais mais impostos serão debitados de sua conta telefonica. Parte da verba é revertida ao Instituto. Maneira interessante de se valer do SMS, ferramenta que quando utilizada tem o dom de gerar receita. Pena que só a Claro aderiu à campanha, portanto se você for de outra operadora, ainda pode colaborar através do site aqui: https://www.graacc.org.br/doacao.asp
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