Minha cachorra teve cria e estou com seis filhotes de 1 mês em casa,
imagine você a confusão. Pedi as moças da limpeza do prédio que
fizessem o favor de recolher o jornal do dia seguinte para mim, pois
preciso de muito papel para forrar o chão da bagunça dos cachorrinhos.
Quando eu era criança isto nunca foi um problema. Elas se entreolharam
relutantes, achei meio estranho. Demoraram mas trouxeram um pouco, e
foi só esta vez.
Aí desisti do favor e passei eu mesma a percorrer a escadaria para
recolher jornal, sempre de noite quando eu chegava. E qual não foi
minha surpresa ao perceber que apenas 3 apartamentos tinham jornais
para fora. Dias depois tava conversando com as moças da limpeza, e
meio que aflitas me explicaram que várias pessoas pedem a elas jornal,
pois tem cachorro, tem gato, tá em reforma, precisa forrar. E, pasmem,
apenas 6 apartamentos assinam jornais, e aqui são mais de 60.
O que aconteceu foi que sem querer eu atravessei o esquema delas, que
acabaram ficando só com os jornais postos pra fora na manhã para
recolher, e já tinham uma demanda a suprir. Restou-me pedir ajuda á
minha mãe, que ainda mantém uma assinatura de jornal, de quinta a
domingo.
Eu sempre vejo um destaque para a queda do jornal como um dos meios
mais impactados pela internet, mas como nunca assinei jornal,
imaginava que esta queda vinha de pessoas que paravam de assinar. E
tive esta comprovação na prática. O jornal não só tornou-se artigo
escasso como também inverteu seu valor, pois agora aparentemente é
cobiçado por ser papel, não por ser informação.
domingo, 13 de setembro de 2009
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Se o que se condena é a ignorância na Uniban
Conversando com alguns amigos publicitários, de grandes agências e grandes marcas, pude notar uma indignação com o caso Uniban. Alguns chegaram a proclamar que tinham perdido as esperanças na juventude brasileira, surpresos ao descobrir um novo perfil de jovem, um tanto distante daquele descolado garoto(a) que ilustra nossas apresentaçõs de power point para campanhas publicitárias.
Eu ainda espero o melhor, sempre lembrando que aquela parcela descolada, igualitária, libertária e culta corresponde á minoria da população, ainda mais se falando em Brasil. Por isso são trend setters. E têm a dificil missão de formarem a opinião destes milhares de sem noção de caras como os da Uniban.
E eu não condeno estes universitários não. Eles são a nova classe média brasileira. A grande maioria veio de escola pública. Imagino que os que obtiveram este acesso á educação superior ainda tem proximidade com uma realidade complexa de periferia, privações, dificuldades, violência. Diferente do dia-a-dia em nossos bairros privilegiados.
Acho que também cabe a nós, publicitários, entendê-los e aprender a trabalhar com eles, contribuindo com sua evolução educacionall. Afinal, tendemos a falar com os jovens aspiracionais, mas no final do dia, quem compra e faz o grande volume das marcas de massa para as quais trabalhamos é este pessoal da classe BC.
Eu ainda espero o melhor, sempre lembrando que aquela parcela descolada, igualitária, libertária e culta corresponde á minoria da população, ainda mais se falando em Brasil. Por isso são trend setters. E têm a dificil missão de formarem a opinião destes milhares de sem noção de caras como os da Uniban.
E eu não condeno estes universitários não. Eles são a nova classe média brasileira. A grande maioria veio de escola pública. Imagino que os que obtiveram este acesso á educação superior ainda tem proximidade com uma realidade complexa de periferia, privações, dificuldades, violência. Diferente do dia-a-dia em nossos bairros privilegiados.
Acho que também cabe a nós, publicitários, entendê-los e aprender a trabalhar com eles, contribuindo com sua evolução educacionall. Afinal, tendemos a falar com os jovens aspiracionais, mas no final do dia, quem compra e faz o grande volume das marcas de massa para as quais trabalhamos é este pessoal da classe BC.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Medo do Twitter?
Atualmente empresas e marcas temem a velocidade e liberdade de
expressão do twitter, afinal a ferramenta vai contra qualquer
precaução de "alinhamento de discursos" ou "censura de fatos". Não dá
tempo de combinar nada, quando vê alguém já falou, postou e retuitou.
Tem gente que tira partido da situação, como esta divertida e
corujissima mãe (http://www.youtube.com/watch?v=yu4zMvE6FH4) que
descobriu no Twitter e no Facebook formas de "trackear" o filho. Sobre
o twitter, ela diz: "é como um sonho, consigo saber cada pensamento de
meu filho" :-)
E vai além. Deu o seguinte reply para uma garota que estava convidando
o filho para sair: "estou falando sério. se vc encostar nele eu te
mato". Aí sim eu vejo bons motivos para temer o twitter! ;-)
expressão do twitter, afinal a ferramenta vai contra qualquer
precaução de "alinhamento de discursos" ou "censura de fatos". Não dá
tempo de combinar nada, quando vê alguém já falou, postou e retuitou.
Tem gente que tira partido da situação, como esta divertida e
corujissima mãe (http://www.youtube.com/watch?v=yu4zMvE6FH4) que
descobriu no Twitter e no Facebook formas de "trackear" o filho. Sobre
o twitter, ela diz: "é como um sonho, consigo saber cada pensamento de
meu filho" :-)
E vai além. Deu o seguinte reply para uma garota que estava convidando
o filho para sair: "estou falando sério. se vc encostar nele eu te
mato". Aí sim eu vejo bons motivos para temer o twitter! ;-)
Assinar:
Postagens (Atom)