segunda-feira, 31 de março de 2008
Portabilidade numérica, palavrinha mágica
quinta-feira, 20 de março de 2008
A mobilidade e o cocooning
Um projeto bem bacana chamou minha atenção enquanto pesquisava usos da tecnologia móvel, o Alô Cidadão. Trata-se do uso dos aparelhos celulares para promover a inclusão social. O sujeito se cadastra e passa a receber alertas via SMS (torpedos) com temas variados: vão de vagas de emprego a oportunidades de serviços, como a pintura de uma residência, passando pelos torneios esportivos da comunidade. O mais interessante é a razão pela qual o projeto nasceu: voluntários na favela da Pedreira, em Belo Horizonte, queriam comunicar a abertura de vagas numa rede de varejo próxima e não conseguiram chegar à comunidade para avisar as pessoas por conta de conflitos entre traficantes.
Isso me remete a uma previsão da futuróloga Faith Popcorn, que trata do enclausuramento, ou cocooning, lembram-se disso? Muitos afirmam que esta tendência é devida à violência dos dias de hoje. As pessoas temem sair de casa. Verdade. Mas como fica o cocooning quando consideramos a mobilidade que vivemos atualmente?
Passei o final de semana com 2 jovens de São Paulo num projeto em que sou voluntária, onde levamos crianças para o contato com a natureza. Fico feliz ao poder propiciar uma interação mais humana e natural com estes adolescentes que vivem enclausurados em shoppings, condomínios ou na frente de videogames. Após dois dias inteiros andando no mato, fazendo trilhas e tomando banho de rio, perguntei à uma das jovens o que ela faria ao chegar em casa. Ela respondeu: "vou direto ao MSN e Orkut, minha vida toda está lá". Fiquei um tanto surpresa: parece-me que até mesmo a vida real está a serviço da vida virtual. A experiência de vida é legal porque você pode postá-la e interagir virtualmente com sua rede social, fomentando-a.
Interessante. Nesta pegada vemos os sites sociais como Orkut, MSN e Twitter sendo transformados em aplicativos móveis, indo parar dentro dos celulares. O 'real time' é objeto de desejo dos jovens, sincronizando a vida real e a virtual. Talvez daí venha um viés a essa teoria do enclausuramento, onde as pessoas buscarão viver experiências interessantes para poderem compartilhar com seus amigos. Espero que a mobilidade nos permita driblar a violência e ter mais liberdade, vivendo a vida em todas as suas possibilidades.
sexta-feira, 7 de março de 2008
The day of light
Segue aqui a dica de um manifesto que está sendo difundido em diferentes países e idiomas através de ações na internet. É o Dia da Luz - The Day of Light - no dia 9 de março, quando as pessoas deverão comprar jornais e revistas que tragam ao menos uma matéria otimista e positiva na capa. Segundo os organizadores, a idéia é mostrar que notícia boa também vende. No fundo trata-se de uma defesa do direito que todos temos de acreditar que as coisas podem ser melhores e mais justas. Um pedido pelo maior equilíbrio entre notícias negativas e positivas, um NÂO ao medo e a desesperança. Este tipo de manifesto, organizado pela sociedade civil, dá pistas sobre o fracasso da reestréia do Aqui Agora, comentado esta semana.
Segue abaixo o vídeo do projeto, desenvolvido num mood bem "The Secret". J
http://www.thedayoflight.org/
terça-feira, 4 de março de 2008
Branding, tecnologia e o ser humano
E por falar em entendimento do comportamento do consumidor e tecnologia (nota de ontem), segue a dica de um projeto desenvolvido pela Sense Worldwide, o "I love my..." (http://www.senseworldwide.
De uma forma muito interessante eles conseguiram reunir tecnologia e comportamentos existentes para obter conhecimento humano, organizando um network colaborativo de forma lúdica.
Na página de apresentação do projeto a justificativa: "Comunicação é sopa hoje em dia (sic), então pensamos que poderíamos utilizar a nosso favor a tecnologia do dia-a-dia para criar um book utilizando nosso network." Simples assim. Vale conferir o resultado no site - o tema passado foi "I love my chair", o ganhador postou uma foto do banco de sua bicicleta - e mesmo não sendo um Senser você pode participar mandando sua foto/texto. São dois os temas atuais: "I love my mum" e "I love my shirt". Vá lá e manifeste seu amor :-)
segunda-feira, 3 de março de 2008
Assim caminha o mercado – 1 parecer
Tenho aproveitado este agitado período pós carnaval - onde o ritmo dos negócios se intensifica e o mercado parece que desperta - para buscar uma recolocação profissional. Sou publicitária de formação, com um currículo que pode refletir o de muitos leitores, dado que passei por agência, multinacional e veículo. Pois trago um panorama: o que o mercado está demandando para este profissional?
As empresas que têm me chamado para entrevistas podem ser divididas em 2 categorias: mobile mkt e branding.
Os business de mercado mobile apresentam-se com crescimento mensal de 2 dígitos, seja empresa de conteúdo, marketing móbile ou comunicação via SMS. Em uma das conversas, fiquei sabendo que hoje existem mais de 90 empresas atuando no mercado de comunicação e conteúdo móvel no país, um crescimento virulento, reflexo da própria expansão da base de usuários de telefonia móvel. Atualmente são mais de 112.000.000 de celulares em operação no Brasil - uma penetração comparada à TV aberta – sendo uma mídia que fica 24hs por dia em contato com o espectador. Não se trata de tecnologia elitista: este número abrange todas as classes. De fato, o mercado mobile está fervendo.
Na outra ponta estão as empresas de branding e comportamento do consumidor, numa acurada perseguição pelo ser humano, que por vezes acaba disperso pelas novas tecnologias e o ritmo acelerado das transformações do mercado, soterrado por uma avalanche de informações, imagens e conceitos. Numa troca de email com uma destas empresas de branding e comportamento do consumidor, observei que a assinatura trazia a seguinte recomendação: "beba água". Ao questionar o porquê desta bandeira, obtive a seguinte resposta:
"Sempre falo pras pessoas beberem àgua, pq muitas delas simplesmente 'esquecem'. Porém a H2O é vital para sobrevivermos, uma necessidade básica. A bandeira levantada é uma preocupação com o ser, humano que somos, e o cuidado que estamos tendo com nosso próprio organismo. A função da empresa é essa. Fazer as pessoas pensarem porque bebem ou não água, ou porque vendem um produto e como. As pessoas precisam se repensar, como pessoas."
Acho mesmo é que precisamos nos repensar não só como pessoas, mas também como profissionais, diante desta velocidade de mudança comportamental e de mercado. E que devemos beber bastante água!