terça-feira, 23 de dezembro de 2008
80 caracteres em 31 segundos - o brasileiro mais rápido no gatilho
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Nokia lança celular ninja
domingo, 9 de novembro de 2008
VENCE OBAMA, VENCE O MOBILE MARKETING
Já aqui no mercado mobile brasileiro, muito se tem discutido a respeito do opt-in do usuário, afinal ninguém quer receber mensagem indesejada no celular. De spam já basta o email, faço fé para que haja bom senso neste novo meio. De maneira simples a campanha de Obama qualificou seu público. O convite era "envie OBAMA por SMS para 62262" (nos EUA). E aqui no Brasil este tipo de ação funciona da mesma forma. Posso optar em participar de uma campanha, de um projeto ou de todas as ações de uma marca - faço esta solicitação ao enviar uma palavra-chave para um determinado número curto. E posso, sempre, me descadastrar a qualquer momento, sem dificuldades.
Se é Olimpíadas, quero receber informações enquanto durar a competição. Quando entrar em dieta, quero poder receber dicas e incentivos. Da minha grife preferida então, quero saber t-u-d-o :-) E do meu candidato, do meu time, da minha comunidade, do meu signo: alguns temas eu gostaria de receber updates até mesmo diários.
E quando olho para dentro, noto este ano que o papel de cada um dos players neste mercado - marcas anunciantes, agências, integradores, operadoras - tornou-se mais claro. Assim como o fluxo. As marcas desejam atingir com relevância, particularidade e abrangência os consumidores via mobile. As agências traduzem esta necessidade em planejamento criativo para as Integradoras, que por seu papel são as detentoras dos caminhos e das conexões para transformar estas demandas em ações viáveis junto as operadoras - ao que parece a mídia da vez ;-). É através dos Integradores que as operadoras - cujo foco de negócio é telefonia - viabilizam um espaço em seus canais como um formato de a publicidade se valer do celular, formato este validado vide campanha de Obama. SMS é democrático, é poder ao povo.
O horizonte para 2009 parece promissor. A cada ano o mercado amadurece mais, na velocidade característica dos novos negócios de novas tecnologias. Conheça todas as histórias da campanha de Obama aqui (http://www.mobilemarketer.
Algumas ações que vem sendo desenvolvidas no Brasil podem ser vistas nos blogs Mobilizado (http://leonardoxavier.
domingo, 12 de outubro de 2008
Tamagochis contemporâneos
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Sobre a questão do consumo no planeta
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
TV no celular de graça esta semana
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Mobile Mkt - Faroeste Digital
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Olimpíadas, uma reflexão
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Tamanho não é documento, mas iPhone é
segunda-feira, 14 de julho de 2008
A última fronteira
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Quem não se comunica se estrumbica
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Mobile Mkt l Poderoso, elitizado e jovem
domingo, 8 de junho de 2008
Seja breve
segunda-feira, 2 de junho de 2008
O Mobile Marketing é sim uma realidade
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Estamos em Marte
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Este é o ano do mobile marketing, já ouviu isso?
Holaz Blogz
Estamos selecionando candidatos Portadores de Necessidades Especiais para o cumprimento e preenchimento da Lei de Cotas de Deficientes para a Algência. Se alguém tiver o conhecimento de um profissional PNE com experiência mínima e que esteja procurando uma oportunidade de trabalho, por favor enviar CV ou entrar em contato:
**Precisamos com urgência, qualquer ajuda será imensamente agradecida** "
domingo, 4 de maio de 2008
Fogueira high tech
quarta-feira, 23 de abril de 2008
In love com a apple
Apesar de ser um telefone e ter o phone no nome, o iPhone da Apple é mais usado para navegar na Internet e ouvir música. Essa foi a conclusão de uma pesquisa realizada pela consultoria iSuppli, nos EUA.
Durante 71% do tempo, os usuários de celulares comuns falam ao telefone. Em se tratando de iPhone, somente 46% do tempo é gasto em funções de comunicação via voz.
Em compensação, durante 12% do tempo, os usuários do telefone da Apple navegam na Internet. Os usuários de outros aparelhos navegam apenas 2% do tempo. Quando o assunto é e-mail, também há mais vantagem para o iPhone: 12% do tempo é gasto enviando mensagens.
É a prova de que a Apple conseguiu fazer um dispositivo multi-funcional e agradável de usar. Além de prático, difere-se de smart phones porque possui softwares do gênero besteirol – cri-cri de grilo, formigas passeando na tela, "raio-x", copo de chope, pipoqueira... Divertidíssimo
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A velocidade do 3G
Na semana passada fui comprar um modem 3G para acessar a internet em meu notebook de forma móvel. Este pequeno dispositivo se conecta à web através da rede de telefonia celular, até mesmo dentro do carro em movimento posso navegar, pois é como se estivesse falando ao telefone (com a diferença que o tráfego é de dados e não de voz). A tão esperada tecnologia 3G pode ser traduzida como a banda larga da telefonia, maior velocidade e qualidade em sua conexão – melhor som, melhor imagem - potência e capacidade. Inúmeras possibilidades. É, tentador.
As operadoras quase que simultaneamente lançam seus produtos 3G: telefones, modems e placas PCMCIA, todos preparados para navegar nas novas redes 3G, que paulatinamente são instaladas no país. A febre pelo novo traz correria às lojas, e eu também queria o meu modem 3G. Uma operadora lançou a promoção matadora: traga sua conta de internet de outra telecom, assine nossa conexão 3G e leve o modem gratuitamente. Foram quase dez dias entre conseguir ser atendida, conseguir reservar um modem e finalmente ser chamada para buscá-lo. Levei a última peça da loja, e na boca do caixa a surpresa: "olha, só que a promoção mudou, a tabela virou ontem e agora o modem não é mais gratuito, custa 199". Só para variar, aquela horrível sensação de impotência quando lido com operadoras me assolou. Lembrei dos desenhos animados onde o personagem constrangido vira um pirulito. "Sucker", senti e pensei, é assim que sou vista e tratada pelas operadoras. E eu sou 'apenas uma atendente', justificou-se a moça da loja. Um tanto injuriada, ainda tentei ir na concorrente para fazer melhor negócio, mas que nada: ali os modems haviam acabado há tempos e não havia previsão. Cansada dessa história, voltei e entubei a tal "mudança na promoção" apesar de ter feito a reserva da peça com antecedência - quando era gratuita - e fui para casa chateada. Que porcaria de experiência de compra, era para eu estar contente com minha aquisição mas me sinto pega numa emboscada.
Passado o desgosto inicial, vou usar minha nova conexão. "É plug & play – havia me explicado a atendente – basta conectar na porta USB e o software se instala automaticamente, já começa a funcionar, você fica apta a navegar na super velocidade do 3G". Uau. O argumento plug & play é deveras convincente: basta conectar o cabo e tudo acontece. Sorrisos. Bem, na verdade não foi assim. Penei horas para fazer o modem funcionar e não consegui. Os amigos geeks vieram me ajudar, um outro me auxiliava pelo Skype a descobrir o problema, enquanto eu baixava um software que um deles achou e me mandou para eu tentar instalar. E nada. Todos elocubravam: "deve ser porque a rede está congestionada", "talvez não esteja com sinal", "deve ser o firewall". Uma fuçação sem fim nas configurações, no painel de controle, e eu só pensando "minha nossa, eu nunca conseguiria fazer isso sozinha". Até que funcionou. E depois quando cheguei em casa não funcionou. E na derradeira tentativa, ao final do prazo para devolução da peça caso estivesse insatisfeita, funcionou de vez. Engraçado isso, parece que pegou no tranco. Achei que a tecnologia fosse uma coisa mais matemática e precisa, cartesiana. Mas não.
O aprendizado que fica desta experiência paradoxal – até mesmo a busca por velocidade pode ser um processo lento – é que de fato essa é a essência: para tudo nesta vida é preciso paciência. Tanto para as novas tecnologias como para as velhas humanidades. Talvez porque, como dizia Beverly Sills, não há atalhos para qualquer lugar que valha a pena.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Quanto vale sua rede de amigos?
Tenho presenciado algumas discussões sobre os caminhos do mobile marketing, e em muitas delas este caminho se cruza com os do CRM (customer relationship management). Basicamente o que se diz é que a propaganda do futuro precisa ser personalizada, pois as pessoas querem ofertas que lhes digam respeito. Parece que o consumidor não quer saber se a massificação traz economia de custo por ganho de escala, ele quer algo que converse com ele, apenas com ele. Para poder fazer acontecer esta mágica de uma oferta personalizada, é preciso conhecer o consumidor. Aí entra o CRM, com seus cadastros e cruzamentos de informações, tornando cada consumidor único. A palavra de ordem é "personalização massificada". O mobile marketing, neste futuro, é o personal channel que entrega a mídia, afinal nada mais pessoal que um celular.
Um exemplo fictício (e lembre-se que a vida imita a arte) é o filme Minority Report. Painéis de mídia exterior chamam o consumidor pelo nome, oferecendo produtos e serviços. Conhecer o consumidor é de fato peça chave para o sucesso das futuras campanhas, mas acrescento aqui um componente pouco retratado nestas discussões e menos ainda no filme: a mídia social.
Num mundo onde dizer-se marketeiro é quase tão vergonhoso quanto ser político, onde a descrença na propaganda toma conta do consumidor médio, onde ações se confundem e se reduzem a "golpes de marketing", realmente parece importante o aval e a recomendação de algum amigo, alguém conhecido.
Aí leio os posts da Fernanda Romano, sobre o frenesi entre as comunidades que se twittam contando novidades, comentando, recomendando. E depois sobre uma comunidade inteira do Twitter colocada à venda, valendo muitos dólares. Acho que esta foi uma manobra bem esperta para testar o valor de uma rede social de alguém influente. E, interessante, já tem bastante gente percebendo o valor disso. O futuro não está tão distante, pois.
Acredito que a propaganda do futuro é a soma do conhecimento e entendimento do consumidor, com a oferta inteligente entregue na hora propícia, onde a marca consiga mobilizar redes sociais ao seu redor e a seu favor, criando uma cadeia de valor 'retroalimentável'. O bom e velho (e efetivo) boca-a-boca se moderniza e vira o thumb-to-thumb, onde as dicas e recomendações são repassadas num twittar de dedos
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Para quem quiser brincar com os QRCodes
terça-feira, 8 de abril de 2008
Os QR Codes e o mobile marketing
Recebi alguns emails de pessoas comentando o QR Code, e acho legal dividir com os leitores estas percepções e opiniões.
O QR Code é sem dúvida uma ótima ferramenta para se fazer marketing mobile, pois como o próprio nome diz, é um código de resposta rápida (quick responde code). E adoramos praticidade e agilidade neste mundo moderno, não é mesmo? J
Alguns - mais ansiosos? - questionam sua eficiência alegando (corretamente) que é preciso baixar um software antes para então tornar o celular habilitado a brincar com estes códigos, o que torna o processo um tanto complexo e trabalhoso. O QR Code é mesmo um código de barras, universal como a tradicional seqüência de barrinhas, mas em 2D, criado pela japonesa Denso-Wave. Não é de se admirar, portanto, que a Toyota tenha sido pioneira na adoção desta tecnologia aqui no Brasil: no Japão ela é bem difundida, existe desde 1994. Sendo um código de barras, basta um scanner (ou leitor óptico, como esse de padaria) para lê-lo. E é isso que o tal software faz com seu aparelho: transforma-o num leitor específico de códigos de barras 2D através da câmera embutida no celular.
Acho fantástica esta tecnologia, o código funciona como uma chavinha mágica para um mundo de informações, pois com apenas um clique (e o tal software instalado) você tem acesso à diversos conteúdos dentro do seu celular: sites WAP, aplicativos, games, catálogos de produtos... Muito Matrix J
De novo o gargalo aqui é a cultura da população (já que praticamente todos os celulares produzidos atualmente saem de fábrica com câmera), por isso coloco o QR Code no pacote de ferramentas de mobile mkt que dependem apenas de tempo para serem amplamente utilizadas.
O seguinte comentário que recebi me faz acreditar cada vez mais nisso: "fiz um projeto uma vez pra descendentes brasileiros de japoneses que vão trabalhar lá no Japão e descobri que tudo lá tem QR Code: jornais, revistas, produtos nas lojas, peças publicitárias...e os japoneses usam mesmo, como "um saiba mais" e para comparar preços, comprar, baixar conteúdos. Sei que o Japão é bem longe mas acho que é mesmo uma questão de tempo apenas."
Além da Toytota e Umbro, olha só que outro uso legal para os QR Codes. O Facebook lançou em seu site um programa chamado Add to Friends Shirt, que possibilita ao usuário criar uma camiseta com seu QR Code, que linkará o celular das pessoas a sua página no Facebook. Simples assim. Bacana, não? Arigatô.domingo, 6 de abril de 2008
Assim caminha o marketing mobile
Tal e qual um rio corre para o mar, onde não há árvore, rocha, barreira ou barragem que o impeçam de cumprir seu destino; se este for o fluxo da comunicação humana – tornar-se móvel, imediata e acessível através de dispositivos celulares – não haverá obstáculos que impeçam seu caminho.
Prova disso é o lançamento do 'celular' N810 da Nokia, que junta a funcionalidade de um tablet mais a conexão de alta velocidade com a Internet, dispensando uso de operadora.
Quando fora do alcance de uma rede WiMax, ele se conecta à Internet por Wi-fi ou por redes de celular ao ser pareado por Bluetooth. O desenvolvimento do novo modelo partiu de uma simples premissa: para quê operadora se basta acessar a Internet e usar VoIP? Segundo a Nokia, o aparelho estará disponível nos EUA durante o terceiro trimestre de 2008.
Contornando rochedos também fluem os caminhos do marketing móbile: a menina dos olhos deste mercado tem sido a tecnologia Bluetooth, que permite a troca de arquivos (seja áudio, vídeo ou texto) de forma gratuita, de aparelho para aparelho, endossando a potencialidade viral deste meio mobile.
Nesta mesma trilha estão os sites WAP, também chamados de microsites, ou sites móveis. Nada mais são do que uma nova, prática e resumida versão dos sites tradicionais para o ambiente celular. Rapidamente você faz uma consulta ao banco, pesquisa as notícias de seu jornal favorito, localiza a loja mais próxima de uma determinada marca, acessa seus emails, consulta um mapa da região, vê um catálogo da nova coleção.
Nestes dois casos, o gargalo da comunicação encontra-se nos próprios aparelhos, e também na cultura da população. No Brasil, ainda são poucas as pessoas que possuem celulares com a tecnologia bluetooth e que sabem usá-la, pois é preciso ativar o aparelho - nada muito complexo, porém ainda pouco propagado. O mesmo vale para a tecnologia WAP. Poucos sabem acessar o navegador de internet (browser) de seus telefones celulares. Ainda.
Acredito que seja apenas uma questão de tempo – médio prazo? - para estas tecnologias e este conhecimento estarem amplamente difundidos. Aqui não há barreira econômica e nem política, pois fabricantes tem autonomia para implementar estes avanços nos novos modelos, e o mercado aprende velozmente a brincar com estes novos gadgets, que tem se tornado cada vez mais amigáveis. Quem já viu um iPhone sabe do que estou falando. E quem viver verá!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
As boas práticas do mercado mobile, 1 ensaio
Andre Zimmermann, Diretor Geral da Media Contacts Brasil vê 2 momentos da publicidade. O atual, guiado pelo conceito de Top Of Mind, onde o que vale é a lembrança da marca, cobertura e freqüência são a chave do sucesso, e quanto mais martelamos a mensagem na cabeça do consumidor melhor é. E o amanhã, guiado pelo conceito do Moment Of Truth, onde o que importa é cativar o consumidor; encontrar o momento e a mensagem propícios é o grande desafio, e o consumidor passa a valorizar a marca pelo que ela lhe entrega de valor.
Para ele, o sucesso do celular neste Moment Of Truth baseia-se em 4 preceitos: não ser intrusivo, agregar valor, ser simples e acessível, complementar outras mídias. Sounds good J
Já a Mobx, patrocinadora do evento, incentivou a adoção de 10 "mandamentos". São eles:
1. Nunca envie uma mensagem sem a autorização explícita do cliente;
2. O conteúdo da comunicação deve ser relevante e manter um tom de exclusividade;
3. Todos os conteúdos enviados devem ser adequados ao perfil de cada assinante. As informações precisam ser sempre segmentadas;
4. A comunicação deve ser curta e objetiva para ter mais eficácia;
5. Nunca repita para o mesmo cliente uma comunicação que já tenha sido enviada para ele. Isso fará com que ele pense que se trata de uma mensagem massificada;
6. Respeite as leis dos direitos autorais;
7. Nunca envie mensagens entre 20h00 e 8h00;
8. Pondere a quantidade de interações com cada cliente e lembre-se: existe um limite de envios para evitar a saturação do canal de comunicação;
9. Sempre permita que o cliente possa desautorizar o envio de mensagens com facilidade;
10. Quando o cliente optar por desistir de receber o conteúdo, respeite esta decisão.
Isso é música para nossos ouvidos cansados, não? Tomara que estas boas práticas sejam adotadas por todos aqueles que fazem parte deste mercado. As apresentações completas dos palestrantes estão disponíveis no site do evento: http://www.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Polemico
É uma questão de tempo para a hegemonia (e a máscara) das operadoras cairem neste embroglio chamado Mercado Mobile brasileiro, e que elas tenham a humildade de aprender com quem sabe fazer, cada um no seu negócio. Mercado de telefonia é uma coisa, mercado publicitário é outra.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Portabilidade numérica, palavrinha mágica
quinta-feira, 20 de março de 2008
A mobilidade e o cocooning
Um projeto bem bacana chamou minha atenção enquanto pesquisava usos da tecnologia móvel, o Alô Cidadão. Trata-se do uso dos aparelhos celulares para promover a inclusão social. O sujeito se cadastra e passa a receber alertas via SMS (torpedos) com temas variados: vão de vagas de emprego a oportunidades de serviços, como a pintura de uma residência, passando pelos torneios esportivos da comunidade. O mais interessante é a razão pela qual o projeto nasceu: voluntários na favela da Pedreira, em Belo Horizonte, queriam comunicar a abertura de vagas numa rede de varejo próxima e não conseguiram chegar à comunidade para avisar as pessoas por conta de conflitos entre traficantes.
Isso me remete a uma previsão da futuróloga Faith Popcorn, que trata do enclausuramento, ou cocooning, lembram-se disso? Muitos afirmam que esta tendência é devida à violência dos dias de hoje. As pessoas temem sair de casa. Verdade. Mas como fica o cocooning quando consideramos a mobilidade que vivemos atualmente?
Passei o final de semana com 2 jovens de São Paulo num projeto em que sou voluntária, onde levamos crianças para o contato com a natureza. Fico feliz ao poder propiciar uma interação mais humana e natural com estes adolescentes que vivem enclausurados em shoppings, condomínios ou na frente de videogames. Após dois dias inteiros andando no mato, fazendo trilhas e tomando banho de rio, perguntei à uma das jovens o que ela faria ao chegar em casa. Ela respondeu: "vou direto ao MSN e Orkut, minha vida toda está lá". Fiquei um tanto surpresa: parece-me que até mesmo a vida real está a serviço da vida virtual. A experiência de vida é legal porque você pode postá-la e interagir virtualmente com sua rede social, fomentando-a.
Interessante. Nesta pegada vemos os sites sociais como Orkut, MSN e Twitter sendo transformados em aplicativos móveis, indo parar dentro dos celulares. O 'real time' é objeto de desejo dos jovens, sincronizando a vida real e a virtual. Talvez daí venha um viés a essa teoria do enclausuramento, onde as pessoas buscarão viver experiências interessantes para poderem compartilhar com seus amigos. Espero que a mobilidade nos permita driblar a violência e ter mais liberdade, vivendo a vida em todas as suas possibilidades.
sexta-feira, 7 de março de 2008
The day of light
Segue aqui a dica de um manifesto que está sendo difundido em diferentes países e idiomas através de ações na internet. É o Dia da Luz - The Day of Light - no dia 9 de março, quando as pessoas deverão comprar jornais e revistas que tragam ao menos uma matéria otimista e positiva na capa. Segundo os organizadores, a idéia é mostrar que notícia boa também vende. No fundo trata-se de uma defesa do direito que todos temos de acreditar que as coisas podem ser melhores e mais justas. Um pedido pelo maior equilíbrio entre notícias negativas e positivas, um NÂO ao medo e a desesperança. Este tipo de manifesto, organizado pela sociedade civil, dá pistas sobre o fracasso da reestréia do Aqui Agora, comentado esta semana.
Segue abaixo o vídeo do projeto, desenvolvido num mood bem "The Secret". J
http://www.thedayoflight.org/
terça-feira, 4 de março de 2008
Branding, tecnologia e o ser humano
E por falar em entendimento do comportamento do consumidor e tecnologia (nota de ontem), segue a dica de um projeto desenvolvido pela Sense Worldwide, o "I love my..." (http://www.senseworldwide.
De uma forma muito interessante eles conseguiram reunir tecnologia e comportamentos existentes para obter conhecimento humano, organizando um network colaborativo de forma lúdica.
Na página de apresentação do projeto a justificativa: "Comunicação é sopa hoje em dia (sic), então pensamos que poderíamos utilizar a nosso favor a tecnologia do dia-a-dia para criar um book utilizando nosso network." Simples assim. Vale conferir o resultado no site - o tema passado foi "I love my chair", o ganhador postou uma foto do banco de sua bicicleta - e mesmo não sendo um Senser você pode participar mandando sua foto/texto. São dois os temas atuais: "I love my mum" e "I love my shirt". Vá lá e manifeste seu amor :-)
segunda-feira, 3 de março de 2008
Assim caminha o mercado – 1 parecer
Tenho aproveitado este agitado período pós carnaval - onde o ritmo dos negócios se intensifica e o mercado parece que desperta - para buscar uma recolocação profissional. Sou publicitária de formação, com um currículo que pode refletir o de muitos leitores, dado que passei por agência, multinacional e veículo. Pois trago um panorama: o que o mercado está demandando para este profissional?
As empresas que têm me chamado para entrevistas podem ser divididas em 2 categorias: mobile mkt e branding.
Os business de mercado mobile apresentam-se com crescimento mensal de 2 dígitos, seja empresa de conteúdo, marketing móbile ou comunicação via SMS. Em uma das conversas, fiquei sabendo que hoje existem mais de 90 empresas atuando no mercado de comunicação e conteúdo móvel no país, um crescimento virulento, reflexo da própria expansão da base de usuários de telefonia móvel. Atualmente são mais de 112.000.000 de celulares em operação no Brasil - uma penetração comparada à TV aberta – sendo uma mídia que fica 24hs por dia em contato com o espectador. Não se trata de tecnologia elitista: este número abrange todas as classes. De fato, o mercado mobile está fervendo.
Na outra ponta estão as empresas de branding e comportamento do consumidor, numa acurada perseguição pelo ser humano, que por vezes acaba disperso pelas novas tecnologias e o ritmo acelerado das transformações do mercado, soterrado por uma avalanche de informações, imagens e conceitos. Numa troca de email com uma destas empresas de branding e comportamento do consumidor, observei que a assinatura trazia a seguinte recomendação: "beba água". Ao questionar o porquê desta bandeira, obtive a seguinte resposta:
"Sempre falo pras pessoas beberem àgua, pq muitas delas simplesmente 'esquecem'. Porém a H2O é vital para sobrevivermos, uma necessidade básica. A bandeira levantada é uma preocupação com o ser, humano que somos, e o cuidado que estamos tendo com nosso próprio organismo. A função da empresa é essa. Fazer as pessoas pensarem porque bebem ou não água, ou porque vendem um produto e como. As pessoas precisam se repensar, como pessoas."
Acho mesmo é que precisamos nos repensar não só como pessoas, mas também como profissionais, diante desta velocidade de mudança comportamental e de mercado. E que devemos beber bastante água!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Comunicação: um elemento feminino na web
Não pude deixar passar batido o comentário citado aqui de manhã, sobre as garotas mandarem na Web. "Ué, não foi o que eu vi na Campus Party" – pensei na hora, local onde a grande maioria das pessoas eram garotos. De fato, esta tendência masculina é comprovada quando analisamos o mercado de trabalho. De acordo com o Escritório de Estatísticas do Trabalho de NY, o desequilíbrio entre adultos na indústria de computação é grande. As mulheres detêm cerca de apenas 27% dos empregos nas ocupações de computação e matemática.
Então como assim a Web é das garotas???
Aprofundando o tema, vejo do que se trata a colocação: conteúdo. As garotas adolescentes produzem, percentualmente, muito mais conteúdo do que os garotos, na forma de blogs, sites pessoais (para si e para os outros) e criação de perfis em sites de redes sociais. Não é de se estranhar, afinal estamos falando do bom e velho diário (ou agenda) repaginado, uma cultura típica das meninas, seres que por natureza adoram falar, comentar, dividir. J A boa nova é que com a internet este diário pode ser compartilhado infinitamente, fomentando uma rede de troca de experiências e apoio entre as garotas adolescentes, criando um rico acervo de cultura feminina na Web.
Além de fazer as vezes do diário, as páginas pessoais (site, blog ou perfil) funcionam como um instrumento de identidade das garotas. Ali é como elas se mostram ao mundo, de um jeito único e exclusivo.
Ou seja, contar causo pela internet duplica o poder de expressão da mulher J
Esse desejo de expressão visual fica evidente quando as meninas criticam farsantes online que essencialmente roubam o conteúdo de suas páginas e gráficos fazendo hotlinking (um link para a imagem de outra pessoa de forma que aparece na própria página). Além de sobrecarregar as linhas de comunicação, é o equivalente digital de chegar a uma festa usando o mesmo vestido que outra menina.
Não é de espantar que as meninas façam advertências agressivas em seus sites, como: "Não copie, roube ou redistribua nada das minhas coisas!" ou "Faça um hotlink e morra." J
Vejo que as garotas dominam a web no quesito criação de conteúdo, e ainda sim vemos que se trata de um conteúdo um tanto particular e nada técnico. O porquê destas garotas não permanecerem no ramo na computação quando adultas pode ser explicada pela frase de Jane Margolis, autora de "Unlocking the Clubhouse: Women in Computing": "apesar de as meninas dominarem programas como Paint Shop Pro, há uma profunda distinção entre usar softwares existentes e o desejo de inventar novas tecnologias."
Seja qual for a razão, fico feliz de perceber que, sorrateiramente, a cultura feminina registra e garante a perpetuação de sua sabedoria neste território livre e democrático que são as páginas da web. Que este conhecimento seja duradouro, ou, até a próxima inquisição! ;-)
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Cobertura Campus Party
Depois da enxurrada de estímulos recebida em 2 dias de Campus Party, passei o final de semana digerindo a batelada de novidades e informações. Duas tendências ficaram retumbando, divido aqui para os que não puderam acompanhar o evento refletirem também.
1. Interatividade não por mera interação. Interatividade é colaboracionismo, troca de informação, aprimoramento e evolução. Uníssono em praticamente todas as palestras, - desde Maddog, ativista do Linux; aos hackers - todos defendem a necessidade de esta interação coletiva livre - ou seja, todo tipo de redes - ser um instrumento de aprimoramento do conhecimento, através da colaboração entre seus membros. Este conceito, apesar de aplicável a qualquer campo do conhecimento humano; aqui é de trazido à luz no contexto da tecnologia, afinal estamos falando de geeks e nerds. Para esta "lapidação coletiva" do conhecimento ser possível, pressupõe o fluxo livre de informações, proposta que vai contra a ordem vigente relativa ao tipo de tecnologia (software) que adotamos. A grande maioria são softwares proprietários, cujo código não divulgado impede que qualquer pessoa possa contribuir para o aprimoramento destes, pesquisando e descobrindo falhas, bugs e upgrades. O bloqueio do fluxo da informação torna o desenvolvimento do software mais lento, gargalando a evolução da tecnologia. (Aqui um parêntese: quantos gargalos não são criados em nosso dia-a-dia por falta de deixar fluir mais a informação?). Este colaboracionismo também ficou evidente na palestra de Steven Johnson, considerado um dos mais importantes estudiosos da cultura digital. Citou um exemplo cotidiano: a descoberta de que o cólera não vinha do ar mas sim da água veio do cruzamento de informações, entre as comunidades que se conectaram, percebendo que as pessoas que morriam da doença eram aquelas que viviam próximas a reservatórios de água nas cidades. Interessante, não? A ordem aqui é dividir o conhecimento. A máxima que ouvi a esse respeito, vinda de um dos organizadores do evento foi: "se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã, e a gente trocar; você fica com uma maçã e eu com a outra maçã. Se você tem uma idéia e eu tenho outra idéia, ao final, quando a gente trocar, você vai sair com duas idéias e eu com duas idéias." Na era da informação e do conhecimento, a ordem é dividir para somar. Faz sentido, não? ;-)
2. Software como serviço e não como produto. Este é o lema dos defensores do Linux. Nós temos mania de pensar em software como produto, né? Compramos o tal pacote, bem tangível (dá até para embrulhar para presente!), e nos acorrentamos para sempre à sabedoria de uma companhia, que será a única responsável pela evolução daquele "produto", com seus pacotes de atualização. Enquanto isso inúmeros softwares livres são disponibilizados (e, aprendi lá, livre não quer dizer gratuito), que permitem que todo o resto da humanidade possa colaborar com seu desenvolvimento, pois os códigos são abertos e divulgados e estão a serviço de todos. Ou melhor, todos a serviço deles :-) A idéia é que o software seja um mero prestador de serviço, para o armazenamento, manuseio e troca de informação, seja ela qual for, aquela que lhe aprouver (texto, imagem, dado, voz). O software é somente um meio; mantido e aprimorado pela coletividade. Parece um raciocínio um tanto tribal, meio comunista – na verdade uma auto regulação de uma sociedade nova, interconectada e colaborativa - mas no meu entender o que está sendo proposto aqui é acessibilidade. Softwares livres prometem ser mais baratos e mais simples. Aparentemente, enquanto vivemos a ilusão de "adquirimos um produto", a velocidade de aperfeiçoamento e a qualidade deste "serviço" chamado software é que estão em jogo. Concluo: maior usabilidade é maior penetração.
Em tempo: a descoberta do protocolo TCP/IP (que permite a conexão entre computadores e viabilizou a internet) é bradada aos quatro cantos da Campus Party como exemplo de atitude colaboracionista, pois seu código foi mantido aberto e rapidamente evoluímos nesta tecnologia. Sem barreiras, em poucos anos construímos a gigantesca world wide web, promovendo a revolução digital. Hoje todos têm acesso livre à internet. Seu criador poderia ter ganhado rios de dinheiro se mantivesse o código como proprietário – e estaríamos na idade da pedra com relação à internet - mas preferiu manter a postura de livre fluxo de informação. Soa kamikaze frente a uma realidade de mercado capitalista, mas esta parece ser a atitude da nova era. O ganho deve ser coletivo. Dividir para somar.
Depois de viajar o pensamento anos luz neste futuro, volto ao presente e revejo nossa troca de informação - muitas vezes precária, mesmo a cotidiana - e nossos softwares proprietários, cheios de bugs e telas azuis. Penso nas licenças, nos direitos autorais e na pirataria. Liberdade, acessibilidade, fluxo livre de informação... Será possível controlar este movimento? E mais: é aí que devemos empregar nossa energia? Na proibição e no controle?
A Campus Party mudou meu eixo de entendimento de valor desta nova era. São novas regras. Não é o código, é o que você faz com o código. Não é a música, é o que você faz com a música. Não é a idéia, é o que você faz com a idéia. Acesso a informação e conteúdo é direito (e dever) de todos na sociedade digital. Ganhar dinheiro com isso são outros quinhentos. Pensar desta forma parece assustador, mas abre inúmeras possibilidades. É ver pra crer.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Uma tarde no Campus Party: relato de uma leiga
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
O casamento maluco
Era uma vez uma turma de amigos que se reuniram numa longínqua floresta nas terras do Muito.
“Corram, senão iremos nos atrasar!,” disse a zebrinha apressada. “É o casamento do Sol com o Arco-íris, não podemos perder a hora!”
A chuva já tinha dado uma trégua, e todos estavam enfeitados para a festa.
A Zebra Nanda usava um belo vestido de babados, feito de um tecido fino que não amassava nunca. A estampa era toda zebrada, como não podia deixar de ser.
O ET Fael vestia uma roupa espacial, toda ajustada em seu corpo para segurar seus ectoplasmas e não deixar que eles escapassem de seu corpo. Toda vez que isso acontece ele vai para o cyberespaço e fica lá zanzando perdido um tempão.
O Torossauro Tantan vestiu seus tênis dançarinos pois queria arrepiar na festa de casamento. Completou seu visual com óculos escuros (Torossauros gostam de exibir seu cabeção com 3 chifres e um escudo).
Até o Arbusto Gugu resolveu deixar de lado seu trabalho na marcenaria para comparecer ao casório. Vestiu suas calças de cal e saiu muito elegante.
A princesa Tainá estava deslumbrante, usava um vestido feito de esperança, fino e suave, na cor champanhe, costurado especialmente para a ocasião. Cobriu sua cachola com o chapéu mágico de sua avó, a anciã da floresta, e avisou a todos: está na hora pessoal!
Chegando na festa encontraram a bicharada já muito animada, mas os noivos ainda não tinham aparecido.
Nanda, a zebrinha, logo encontrou seu amigo Saci Branco. Ficaram conversando um tempão para matar as saudades, pois há muitos anos não se viam.
Fael, o ET, sentou-se tranquilamente no gramado para fumar seu cachimbo, que enchia o ar com a névoa da paz. Todos estavam muito contentes.
Tantan, o Torossauro, ficava de longe observando a princesa. Ele gostava muito dela, mas era muito desajeitado e tinha medo de machucá-la com seus chifres.
Gugu, o Arbusto, estava muito cansado de tanto trabalhar e recostou-se numa cadeira para esperar o casamento começar.
Tainá, a princesa de chapéu, encontrou seus amigos queridos. A rena Nunu e o morcego Cid estavam no banco do jardim. Sentou-se com eles e começaram uma animada conversa. A rena Nunu levou uma máquina fotográfica super especial. As fotos que eles tiravam não conseguiam ficar paradas, eram fotos que saiam andando para lá e para cá!
De repente um barulho de sinos se espalha pela floresta. É a Sacerdotiza Celeste convidando todos para se aproximarem do altar! A cerimônia já vai começar.
O altar ficava no centro de uma mandala, era todo branco, rodeado por rosas brancas, e a Sacerdotiza aguardava os noivos. O céu, que ainda estava meio cinza por causa da chuva, abriu-se para o Sol passar.
O Sol iluminou as gotinhas de chuva que ainda pairavam no ar e assim chegou o Arco-Iris. O céu se encheu de cores num lindo espetáculo!
Durante a cerimônia, as tias e avós do Sol e do Arco-íris choravam emocionadas e exclamavam:
- É o casamento mais lindo que já vi!
- Veja que beleza são os noivos, que belo casal!
- Ó quanta felicidade, quanta alegria! Que perdure por toda a vida deles!
Ao final da cerimônia todos levantaram suas taças e fizeram um brinde: "Viva os noivos! Viva! Viva! Viva!"
A música ecoou pelos 4 cantos da floresta e todos começaram a bailar.
O Torossauro Tantan chegou deslizando na pista de dança, e com seus chifres levantava os convidados fazendo-os flutuarem no ar.
"Que dança maluca, Tantan!" - comentou Nanda.
"Eu estou adorando!" - exclamou Bibi, a abelhinha empolgada.
Todos se divertiam muito.
A princesa Tainá ficou olhando o Torossauro, tinha vontade de dançar com ele mas tinha medo de ser machucada. Fael resolveu ajudá-la.
"Tainá, você sabe dos poderes de seu chapéu mágico?"- perguntou ele
"Eu sei que ele me protege, foi minha avó, a anciã da floresta, quem me deu" - respondeu Tainá
"Esse chapéu é mágico" disse Fael. "Deixa eu te mostrar"
Tainá tirou o chapéu e Fael jogou um punhado de pó intergalático dentro dele. Na mesma hora uma fumaça cor-de-rosa cobriu a princesa, e quando se dissipou…Tainá tinha se transformado numa Torossaura!
"Pronto", disse Fael, "agora você pode se aproximar do Tantan sem medo"
Tainá ficou muito contente e na mesma hora puxou o Torossauro para dançar. Seus chifres se entrelaçaram e eles bailaram a noite toda. Sua alegria contagiava a todos.
No final da festa chegou Kris, o aviador maluco, convidando a bicharada para dar uma volta em seu barco alado. Sim, ele tinha um barco com asas, e voava! Na verdade era uma barca, e se chamava Txá-txá.
Os últimos convidados da festa subiram a bordo. Fael já não estava mais lá, pois ele dançou tanto que sua roupa abriu e seus ectoplasmas se espalharam, levando o ET direto para o Cyberespaço. Como ele dançava com a zebrinha Nanda no momento que isso aconteceu, ela acabou indo junto com ele e ficaram por lá vagando um tempo. Os noivos também já não estavam mais pois era de noite, e já tinham partido para a lua-de-mel.
O barco voador seguiu na direção do universo, e quando passaram pelo planeta Vênus Tantan e Tainá sentiram muita vontade de se beijar.
Eles aproximaram os lábios um do outro e quando se beijaram…um estrondo enorme assustou a bicharada. Tainá tinha virado uma estrela cadente e Tantan se transformou num cometa.
"Já sabemos de quem será o próximo casamento", disse Gugu, o Arbusto.
"Mas onde vai ser?", perguntou a rena Nunu.
"Onde o céu encontra o mar", explicou Kris. "Onde mais poderia ser?"
"Então….rumo ao horizonte!" Gritaram todos.
E voaram em festa, de festa em festa.