sábado, 5 de junho de 2010
A busca de Clarice
Há um mistério que paira no ar. E trata-se da condição humana. Existe um segredo, pelo qual todos zelamos, e não sabemos qual é. Por isso mantém-se em segredo. Envolve um jeito de não olhar as coisas, para que elas possam ser. Nós só conhecemos e dominamos e inclusive queremos nos aperfeiçoar no jeito de olhar cirúrgico que faz algo existir `a perfeição. Aos intrigados, e vivos: o melhor que podemos fazer para se aproximar desse segredo é compreender que não compreendemos.
domingo, 4 de abril de 2010
Páscoa, uma reflexão.
Hoje, domingo de Páscoa, um amigo mandou o seguinte tweet: "enquanto que os fiéis rezam por cristo, a igreja católica busca por sua ressurreição" - referindo-se aos escândalos sobre pedofilia que abalam os alicerces desta instituição. Fiquei pensando que, ao invés de ressurreição, a missão da igreja católica talvez seja buscar uma nova identidade.
O cimento que estrutura a igreja é a fé, e isso continua existindo - no meu entendimento como uma característica humana - independente de como esteja organizada. Vejo a igreja como uma grande (senão a maior) forma de organização da fé, assim como outras religiões, seitas, crenças, ritos: traduzem uma organização da fé humana, esse sentimento tão vital a nossa sobrevivência e bem estar quanto o amor ou o medo.
Os escândalos sobre pedofilia e inúmeras denúncias acumuladas ao longo dos séculos contra a igreja católica tem provocado corrosões aparentemente irreversíveis nesta estrutura de organização da fé. A descrença desnorteia os fiéis.
Os avatares religiosos, Cristo, Maomé, Shiva entre outros, nos lembram que é possível (necessária) a divindade nas relações humanas, e nos resgatam da barbárie animal. Receio que a crise da igreja católica possa representar um colapso da fé, sua ruína poderá deixar milhares de fiéis órfãos. Espero que se propaguem formas renovadas de canalização desta fé. Feliz Páscoa :-)
O cimento que estrutura a igreja é a fé, e isso continua existindo - no meu entendimento como uma característica humana - independente de como esteja organizada. Vejo a igreja como uma grande (senão a maior) forma de organização da fé, assim como outras religiões, seitas, crenças, ritos: traduzem uma organização da fé humana, esse sentimento tão vital a nossa sobrevivência e bem estar quanto o amor ou o medo.
Os escândalos sobre pedofilia e inúmeras denúncias acumuladas ao longo dos séculos contra a igreja católica tem provocado corrosões aparentemente irreversíveis nesta estrutura de organização da fé. A descrença desnorteia os fiéis.
Os avatares religiosos, Cristo, Maomé, Shiva entre outros, nos lembram que é possível (necessária) a divindade nas relações humanas, e nos resgatam da barbárie animal. Receio que a crise da igreja católica possa representar um colapso da fé, sua ruína poderá deixar milhares de fiéis órfãos. Espero que se propaguem formas renovadas de canalização desta fé. Feliz Páscoa :-)
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
No limbo entre o tempo da vovó e a modernidade
Acredito que muitas mulheres atualmente se sintam um pouco como eu: num limbo entre a época da vovó e os tempos modernos. Os hábitos e valores de gerações passadas não são mais condizentes com a realidade contemporânea, e tampouco caminhamos com o devido conforto no terreno da modernidade dos nativos digitais. A novidade é que este desconforto de não pertencer a lugar nenhum foi retratado em uma pesquisa comportamental, e trata-se de uma tendência: "MulhÉris em transição".
A pesquisa, realizada em parceria pelo Instituto Qualibest, a Unilever e a socióloga da USP Maria Arminda Arruda, aponta os 6 principais perfis destas novas "MulhÉris". O nome Éris vem da deusa grega da discórdia, pois a mulher de hoje é questionadora, reflete e muda seus caminhos de acordo com expectativas e interesses que enfrentam no dia-a-dia.
As mulheres, segundo o estudo, consideram características femininas: mudar de ideia o tempo todo, ter maior adaptação às mudanças e mais facilidade para conversar sobre diferentes assuntos. Elas mesmas se percebem como agentes de inovação. O estudo traz insights poderosos sobre esta nova mulher, e ajuda a desmitificar algumas características normalmente vistas como críticas no comportamento feminino. Ao invés de mais volúvel, mais fútil, mais influenciável e mais insegura do que o homem, a mulher é revelada como mais tolerante, mais flexível, menos cabeça-dura e mais aberta do que o homem.
Segundo o estudo, realizado com 882 mulheres de 18-34 anos nas principais capitais do país, as mulheres jovens solteiras ou de vínculos civis mais recentes são as codificadoras das condutas emergentes, legitimando estilos de comportamentos ainda não difundidos e que se irradiam seguindo a tendência usual de difusão, tanto espacial, quanto de grupos nessas sociedades.
Para ver a pesquisa, os perfis e os gráficos clique aqui: http://www.slideshare.net/skullnu/de-mulher-para-mulhris-pesquisa-axe-mulheres-18-a-34-anos
A pesquisa, realizada em parceria pelo Instituto Qualibest, a Unilever e a socióloga da USP Maria Arminda Arruda, aponta os 6 principais perfis destas novas "MulhÉris". O nome Éris vem da deusa grega da discórdia, pois a mulher de hoje é questionadora, reflete e muda seus caminhos de acordo com expectativas e interesses que enfrentam no dia-a-dia.
As mulheres, segundo o estudo, consideram características femininas: mudar de ideia o tempo todo, ter maior adaptação às mudanças e mais facilidade para conversar sobre diferentes assuntos. Elas mesmas se percebem como agentes de inovação. O estudo traz insights poderosos sobre esta nova mulher, e ajuda a desmitificar algumas características normalmente vistas como críticas no comportamento feminino. Ao invés de mais volúvel, mais fútil, mais influenciável e mais insegura do que o homem, a mulher é revelada como mais tolerante, mais flexível, menos cabeça-dura e mais aberta do que o homem.
Segundo o estudo, realizado com 882 mulheres de 18-34 anos nas principais capitais do país, as mulheres jovens solteiras ou de vínculos civis mais recentes são as codificadoras das condutas emergentes, legitimando estilos de comportamentos ainda não difundidos e que se irradiam seguindo a tendência usual de difusão, tanto espacial, quanto de grupos nessas sociedades.
Para ver a pesquisa, os perfis e os gráficos clique aqui: http://www.slideshare.net/skullnu/de-mulher-para-mulhris-pesquisa-axe-mulheres-18-a-34-anos
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