Acredito que muitas mulheres atualmente se sintam um pouco como eu: num limbo entre a época da vovó e os tempos modernos. Os hábitos e valores de gerações passadas não são mais condizentes com a realidade contemporânea, e tampouco caminhamos com o devido conforto no terreno da modernidade dos nativos digitais. A novidade é que este desconforto de não pertencer a lugar nenhum foi retratado em uma pesquisa comportamental, e trata-se de uma tendência: "MulhÉris em transição".
A pesquisa, realizada em parceria pelo Instituto Qualibest, a Unilever e a socióloga da USP Maria Arminda Arruda, aponta os 6 principais perfis destas novas "MulhÉris". O nome Éris vem da deusa grega da discórdia, pois a mulher de hoje é questionadora, reflete e muda seus caminhos de acordo com expectativas e interesses que enfrentam no dia-a-dia.
As mulheres, segundo o estudo, consideram características femininas: mudar de ideia o tempo todo, ter maior adaptação às mudanças e mais facilidade para conversar sobre diferentes assuntos. Elas mesmas se percebem como agentes de inovação. O estudo traz insights poderosos sobre esta nova mulher, e ajuda a desmitificar algumas características normalmente vistas como críticas no comportamento feminino. Ao invés de mais volúvel, mais fútil, mais influenciável e mais insegura do que o homem, a mulher é revelada como mais tolerante, mais flexível, menos cabeça-dura e mais aberta do que o homem.
Segundo o estudo, realizado com 882 mulheres de 18-34 anos nas principais capitais do país, as mulheres jovens solteiras ou de vínculos civis mais recentes são as codificadoras das condutas emergentes, legitimando estilos de comportamentos ainda não difundidos e que se irradiam seguindo a tendência usual de difusão, tanto espacial, quanto de grupos nessas sociedades.
Para ver a pesquisa, os perfis e os gráficos clique aqui: http://www.slideshare.net/skullnu/de-mulher-para-mulhris-pesquisa-axe-mulheres-18-a-34-anos
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