Estes dias tomei distância para ter uma visão panorâmica do mobile mkt. (Aproveito e peço desculpas pela ausência desta coluna)
Fiquei tão suspensa quanto as políticas e regras para o mobile mkt, que neste exato instante estão sendo definidas pelas operadoras. A boa nova é que estamos chegando num modelo comercial e parece haver um consenso quanto a algumas práticas, como por exemplo duplo opt in do usuário. Significa preocupação e preservação do usuário, garantia de relevância para os conteúdos que trafegarem via rede de operadoras. Você só vai receber aquilo que quiser mesmo, e isso é ótimo, afinal ninguém quer ficar recebendo mensagens indesejadas.
Enquanto estas regras estão em definição, há de se lembrar que mobile mkt não é apenas telefonia. A beleza (e a promessa) do mobile mkt é ele atuar como uma forma de comunicação em dispositivos móveis, não somente - ou simplesmente - telefones. Esse aparelho cuja densidade é de 68,2 cel/100hab e que carregamos 24hs pra cima e pra baixo, pode fazer mais por nós.
É claro que quando trata-se de comunicar com aproximadamente toda esta base, faz-se uso do SMS, afinal todo aparelho (e já 51% da população) está apto às mensagens. E o mais legal: elas vão e vem, você dá e recebe, rola uma interatividade imediata, impulsiva e móvel. Desenhar e implementar ações neste cenário é um belo desafio para diversas áreas: atendimento, BTL, digital, novos negócios, mídias, planners, comercial, produção. Cabe muita coisa e cabe em muita coisa.
E há de se lembrar das outras formas de comunicar e interagir pelo celular, ferramentas mais exclusivas, para um público seleto. QR Codes, Bluetooth, Downloads. É, ainda não atingem a grande parte da população. Muitos aparelhos não tem a tecnologia, outros tantos não sabem usar. Enfim, para poucos e bons ;-)
E quem não gosta de ganhar brinde? Desafio as marcas a distribuirem suas amostras grátis em eventos pertinentes ao seu público, distribuindo vales brindes através do bluetooth, dando acesso à uma área exclusiva do evento, premiando com uma experiência bacana. Adoraria receber uma sobremesa em um restaurante oferecida por uma marca. Ou um café. Quase uma gentileza eu diria. Receber um drink gratuito na balada também não seria nada mal. Ações que estreitam relacionamento, a marca estende a mão ao usuário, acontece a parceria. E quantos será que estão prontos para dar as mãos?
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