Tenho aproveitado este agitado período pós carnaval - onde o ritmo dos negócios se intensifica e o mercado parece que desperta - para buscar uma recolocação profissional. Sou publicitária de formação, com um currículo que pode refletir o de muitos leitores, dado que passei por agência, multinacional e veículo. Pois trago um panorama: o que o mercado está demandando para este profissional?
As empresas que têm me chamado para entrevistas podem ser divididas em 2 categorias: mobile mkt e branding.
Os business de mercado mobile apresentam-se com crescimento mensal de 2 dígitos, seja empresa de conteúdo, marketing móbile ou comunicação via SMS. Em uma das conversas, fiquei sabendo que hoje existem mais de 90 empresas atuando no mercado de comunicação e conteúdo móvel no país, um crescimento virulento, reflexo da própria expansão da base de usuários de telefonia móvel. Atualmente são mais de 112.000.000 de celulares em operação no Brasil - uma penetração comparada à TV aberta – sendo uma mídia que fica 24hs por dia em contato com o espectador. Não se trata de tecnologia elitista: este número abrange todas as classes. De fato, o mercado mobile está fervendo.
Na outra ponta estão as empresas de branding e comportamento do consumidor, numa acurada perseguição pelo ser humano, que por vezes acaba disperso pelas novas tecnologias e o ritmo acelerado das transformações do mercado, soterrado por uma avalanche de informações, imagens e conceitos. Numa troca de email com uma destas empresas de branding e comportamento do consumidor, observei que a assinatura trazia a seguinte recomendação: "beba água". Ao questionar o porquê desta bandeira, obtive a seguinte resposta:
"Sempre falo pras pessoas beberem àgua, pq muitas delas simplesmente 'esquecem'. Porém a H2O é vital para sobrevivermos, uma necessidade básica. A bandeira levantada é uma preocupação com o ser, humano que somos, e o cuidado que estamos tendo com nosso próprio organismo. A função da empresa é essa. Fazer as pessoas pensarem porque bebem ou não água, ou porque vendem um produto e como. As pessoas precisam se repensar, como pessoas."
Acho mesmo é que precisamos nos repensar não só como pessoas, mas também como profissionais, diante desta velocidade de mudança comportamental e de mercado. E que devemos beber bastante água!
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