Acho engraçado as marcas querendo entrar no Twitter. Não sabem direito
o que tem ali, mas por alguma razão sabem que tem que estar lá. Mas,
afinal, o que é o Twitter? Se ele conquistou tão rapidamente uma
grande camada de formadores de opinião, como uma marca pode
experimentar este sucesso?
Pense que a twittosfera é uma grande Ágora, dos tempos gregos, e que
cada arroba (cada perfil) é um púlpito, com um sujeito ali proclamando
seus pensamentos, ideais, atitudes, para toda a praça ouvir. Ao redor
de alguns juntam-se muitos, interessados no que o orador tem a dizer.
Outros tantos falam sozinhos, pois seus assuntos pouco interessam à
uma maioria. Estes logo abandonam seus púlpitos, geralmente os mais
jovens. Os mais velhos nem à praça comparecem.
Agora imagine um sujeito chegando com seu púlpito, imagine-o com um
caixote de madeira e um megafone. Ele então começa a dizer "compre,
compre, compre". Quem é que vai ficar ali ouvindo? Pois é assim que
muitas marcas entram no Twitter.
Como em qualquer Ágora, em qualquer espaço público; o ambiente é
propício para o exercício da convivência e cidadania. É preciso
agregar algum valor coletivo ao discurso, seja uma informação, uma
prestação de serviço, um entretenimento ou até mesmo um brinde, nem
precisa reinventar a roda. Afinal, não é disso que o povo gosta? ;-)
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