sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Se o que se condena é a ignorância na Uniban

Conversando com alguns amigos publicitários, de grandes agências e grandes marcas, pude notar uma indignação com o caso Uniban. Alguns chegaram a proclamar que tinham perdido as esperanças na juventude brasileira, surpresos ao descobrir um novo perfil de jovem, um tanto distante daquele descolado garoto(a) que ilustra nossas apresentaçõs de power point para campanhas publicitárias.

Eu ainda espero o melhor, sempre lembrando que aquela parcela descolada, igualitária, libertária e culta corresponde á minoria da população, ainda mais se falando em Brasil. Por isso são trend setters. E têm a dificil missão de formarem a opinião destes milhares de sem noção de caras como os da Uniban.

E eu não condeno estes universitários não. Eles são a nova classe média brasileira. A grande maioria veio de escola pública. Imagino que os que obtiveram este acesso á educação superior ainda tem proximidade com uma realidade complexa de periferia, privações, dificuldades, violência. Diferente do dia-a-dia em nossos bairros privilegiados.

Acho que também cabe a nós, publicitários, entendê-los e aprender a trabalhar com eles, contribuindo com sua evolução educacionall. Afinal, tendemos a falar com os jovens aspiracionais, mas no final do dia, quem compra e faz o grande volume das marcas de massa para as quais trabalhamos é este pessoal da classe BC.

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