Tal e qual um rio corre para o mar, onde não há árvore, rocha, barreira ou barragem que o impeçam de cumprir seu destino; se este for o fluxo da comunicação humana – tornar-se móvel, imediata e acessível através de dispositivos celulares – não haverá obstáculos que impeçam seu caminho.
Prova disso é o lançamento do 'celular' N810 da Nokia, que junta a funcionalidade de um tablet mais a conexão de alta velocidade com a Internet, dispensando uso de operadora.
Quando fora do alcance de uma rede WiMax, ele se conecta à Internet por Wi-fi ou por redes de celular ao ser pareado por Bluetooth. O desenvolvimento do novo modelo partiu de uma simples premissa: para quê operadora se basta acessar a Internet e usar VoIP? Segundo a Nokia, o aparelho estará disponível nos EUA durante o terceiro trimestre de 2008.
Contornando rochedos também fluem os caminhos do marketing móbile: a menina dos olhos deste mercado tem sido a tecnologia Bluetooth, que permite a troca de arquivos (seja áudio, vídeo ou texto) de forma gratuita, de aparelho para aparelho, endossando a potencialidade viral deste meio mobile.
Nesta mesma trilha estão os sites WAP, também chamados de microsites, ou sites móveis. Nada mais são do que uma nova, prática e resumida versão dos sites tradicionais para o ambiente celular. Rapidamente você faz uma consulta ao banco, pesquisa as notícias de seu jornal favorito, localiza a loja mais próxima de uma determinada marca, acessa seus emails, consulta um mapa da região, vê um catálogo da nova coleção.
Nestes dois casos, o gargalo da comunicação encontra-se nos próprios aparelhos, e também na cultura da população. No Brasil, ainda são poucas as pessoas que possuem celulares com a tecnologia bluetooth e que sabem usá-la, pois é preciso ativar o aparelho - nada muito complexo, porém ainda pouco propagado. O mesmo vale para a tecnologia WAP. Poucos sabem acessar o navegador de internet (browser) de seus telefones celulares. Ainda.
Acredito que seja apenas uma questão de tempo – médio prazo? - para estas tecnologias e este conhecimento estarem amplamente difundidos. Aqui não há barreira econômica e nem política, pois fabricantes tem autonomia para implementar estes avanços nos novos modelos, e o mercado aprende velozmente a brincar com estes novos gadgets, que tem se tornado cada vez mais amigáveis. Quem já viu um iPhone sabe do que estou falando. E quem viver verá!
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