segunda-feira, 14 de abril de 2008

Quanto vale sua rede de amigos?

Tenho presenciado algumas discussões sobre os caminhos do mobile marketing, e em muitas delas este caminho se cruza com os do CRM (customer relationship management). Basicamente o que se diz é que a propaganda do futuro precisa ser personalizada, pois as pessoas querem ofertas que lhes digam respeito. Parece que o consumidor não quer saber se a massificação traz economia de custo por ganho de escala, ele quer algo que converse com ele, apenas com ele. Para poder fazer acontecer esta mágica de uma oferta personalizada, é preciso conhecer o consumidor. Aí entra o CRM, com seus cadastros e cruzamentos de informações, tornando cada consumidor único. A palavra de ordem é "personalização massificada". O mobile marketing, neste futuro, é o personal channel que entrega a mídia, afinal nada mais pessoal que um celular.

Um exemplo fictício (e lembre-se que a vida imita a arte) é o filme Minority Report. Painéis de mídia exterior chamam o consumidor pelo nome, oferecendo produtos e serviços. Conhecer o consumidor é de fato peça chave para o sucesso das futuras campanhas, mas acrescento aqui um componente pouco retratado nestas discussões e menos ainda no filme: a mídia social.

Num mundo onde dizer-se marketeiro é quase tão vergonhoso quanto ser político, onde a descrença na propaganda toma conta do consumidor médio, onde ações se confundem e se reduzem a "golpes de marketing", realmente parece importante o aval e a recomendação de algum amigo, alguém conhecido.

Aí leio os posts da Fernanda Romano, sobre o frenesi entre as comunidades que se twittam contando novidades, comentando, recomendando. E depois sobre uma comunidade inteira do Twitter colocada à venda, valendo muitos dólares. Acho que esta foi uma manobra bem esperta para testar o valor de uma rede social de alguém influente. E, interessante, já tem bastante gente percebendo o valor disso. O futuro não está tão distante, pois.

Acredito que a propaganda do futuro é a soma do conhecimento e entendimento do consumidor, com a oferta inteligente entregue na hora propícia, onde a marca consiga mobilizar redes sociais ao seu redor e a seu favor, criando uma cadeia de valor 'retroalimentável'. O bom e velho (e efetivo) boca-a-boca se moderniza e vira o thumb-to-thumb, onde as dicas e recomendações são repassadas num twittar de dedos

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