Nesses tempos ultra modernos de avanços velozes, vejo muita gente
reclamando da pressão do tempo, que parece insuficiente para que se dê
conta de toda as demandas diárias. Além da vida real, a vida digital.
Alimentar blog, perfil, fotos, responder, contactar, pesquisar.
Vi um filme onde uma garota à espera de um sinal de seu paquera
reclamava: "sinto falta dos tempos onde só havia um telefone e uma
secretária eletrônica em casa". E emenda: "agora precio consultar 7
diferente tipos de comunicação para ao final saber que fui rejeitada
por 7 vezes", referindo-se ao celular, SMS, MSN, Twitter, Facebook,
Myspace, etc :-)
Apesar desta aparente overdose tecnológica e da ânsia das marcas em
explorarem estes novos territórios, alguns setores parecem estar na
idade da pedra. Pesquisando o site do meu banco na tentativa de fazer
um levantamento financeiro, decobri que não consigo obter informações
com mais de 90 dias, nem mesmo puxar históricos de itens, como "todos
os pagamentos efetuados para esta operadora".
Não há facilidade nenhuma para acessar informações segmentadas ou
consolidadas, o site não oferece ferramentas para que você consiga se
organizar facilmente. Muito me intriga que os bancos ainda não tenham
percebido essa prestação de serviço para o consumidor. Será que não é
interesse deles que o cliente faça seu próprio planejamento
financeiro?
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